Após cinco meses de tratamento, cadela que teve focinho cortado pelo ex-dono ganha novo lar

Na época, acusado disse que estava bêbado quando cometeu a crueldade

Belinha ficou muito machucada e mal conseguia comer. Agora, já recuperada, não está arredia ao ser humano e ganhou um novo lar
Belinha ficou muito machucada e mal conseguia comer. Agora, já recuperada, não está arredia ao ser humano e ganhou um novo lar Reprodução / TV Record Brasília

Após cinco meses de tratamento, a cadela "Belinha", que teve o focinho cortado ao meio pelo ex-dono durante um ataque de fúria, ganhou um novo lar.    Durante cinco meses o bichinho ficou internado na clínica recebendo cuidados, atenção, tratamentos, medicamentos e passando por cirurgias.  

A veterinária Fabiana Volkweis disse que Belinha precisou passar por alguns procedimentos cirúrgicos até ficar cem por cento recuperada, porque chegou em estado bastante crítico.  

Ela explicou que o animal, antes arredio ao ser humano, agora está bastante dócil e confortável com a presença de pessoas.  

— Mesmo depois de ter sido agredida pelo ex-dono, ela não tem mais medo dos seres humanos. Agora ela leva uma vida normal.  

A cadela foi recebida na clínica veterinária depois de ser agredida pelo ex-dono com um golpes de facão no focinho. Bela ficou muito machucada e mal conseguia comer. O crime aconteceu em 2012, mas só começou a ser tratada em março deste ano, quando foi encontrada pela servidora pública Joana D´arc.  

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Na mesma época, Joana começou a fazer uma campanha na internet para conseguir uma nova "mãe adotiva" para o animal. Várias pessoas se candidataram, mas a escolhida foi a policial militar Edna Lúcia Oliveira.  

— Acompanhei tudo desde o começo. Acho que foi uma daquelas vezes em que tudo parece ser "obra do destino". Queria adotar um cachorro justamente na época em que esse caso apareceu.  

No dia de receber alta, Belinha ganhou uma festa com bolo bonito e enfeitado que foi dividido entre as pessoas que participaram do processo de recuperação dela. Bela também ganhou um pedaço de bolo e comeu com gosto.  

Depois da despedida, Edna saiu feliz com o novo bichinho de estimação. Ela disse que novo lar, todos a esperam com ansiedade e felicidade.  

— Todo mundo esperando lá em casa. Filho, vó, todo mundo.  

Na época em que o caso foi denunciado, o ex-dono da cadela, Isaque Soares Oliveira, já estava preso no Ciops (Centro Integrado de Operações e Segurança) do Novo Gama (GO), região do Entorno do DF, mas por outro crime, previsto na Lei Maria da Penha.  

O delegado responsável pelo caso, Flávio Messina, disse que quando o boletim de ocorrência foi registrado o acusado confessou ter cometido as crueldades.  

— Ele disse que fez isso durante um momento de raiva e embriaguez. Isaque pegou um facão de cortar cana e fez essa violência.   

Além de responder criminalmente por ter agredido a mulher, ele também responde por esse crime de crueldade.