Distrito Federal Após cirurgia para retirada de nódulo no seio, mulher descobre que médico esqueceu tampa de seringa dentro dela 

Após cirurgia para retirada de nódulo no seio, mulher descobre que médico esqueceu tampa de seringa dentro dela 

Um relatório médico mostra que o seio já apresenta um quadro de infecção crônica

Após cirurgia para retirada de nódulo no seio, mulher descobre que médico esqueceu tampa de seringa dentro dela 

Em dez meses, a paciente já passou por oito cirurgias

Em dez meses, a paciente já passou por oito cirurgias

Reprodução/TV Record Brasília

Há quase um ano, Wênia Cristina Severiano Botelho vive um drama. No dia 30 de janeiro, ela fez uma cirurgia na rede pública pra retirar nódulos do seio direito. Eles foram removidos.

Em dez meses, foram oito cirurgias. Durante esse tempo, ela sentia os incômodos normais das operações. Só que há 15 dias, as dores aumentaram. O braço ficou dormente. E Wênia percebeu que havia algo diferente no seio.

A paciente foi ao médico, que teria pedido uma radiografia, mas nada foi constatado no exame. 

— Fui fazer exame e o médico disse que não era nada, apenas a cicatrização. Eu ainda briguei com ele: Doutor, tem alguma coisa no meu peito, explica Wênia. 

Por conta própria, ela fez uma ecografia, um exame mais completo. E descobriu que havia um objeto, parecido com a tampa de uma seringa, no seio. 

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Por orientação médica, a vítima deixou de fazer várias atividades. As cirurgias a impossibilitaram de exerce a profissão de manicure. Então, ela começou a fazer serviços de diarista para ajudar em casa. Mas, desde quando descobriu o objeto no seio, ela não consegue fazer quase nada. Para varrer a casa ela só consegue usar uma mão. Não consegue pegar peso e não faz nada com o braço direito. A família é quem a ajuda com os serviços de casa.  

Wênia precisa fazer uma cirurgia de retirada do objeto o quanto antes. Um relatório médico mostra que o seio já apresenta um quadro de infecção crônica. 

— Estou sentido muita dor. Sai pus, faço limpeza, faço massagem e sai secreção.  

Diante da dificuldade, ela e a família procuraram a Defensoria Pública que, com base nos relatórios médicos, afirma que ela precisa de uma cirurgia urgente. No documento, o defensor pede que a direção do Hospital do Gama tome as providências necessárias.

O Hospital Universitário de Brasília informou que a paciente realizou cirurgia na instituição, em setembro, para fechamento de feridas abertas na mama. O relatório da equipe médica que realizou o procedimento não identificou nenhum corpo estranho no seio da paciente.

No entanto, a Secretaria de Saúde, disse que Wênia realizou consulta com o médico no Hospital do Gama onde foi detectado um corpo estranho no seio da paciente. Eles afirmaram que está agendada para a primeira semana de janeiro uma cirurgia para retirada do objeto. 

Assista ao vídeo: