Distrito Federal Após sofrer com ‘bullying’ e agressões, menina de 7 anos é retirada de escola pelos pais no DF

Após sofrer com ‘bullying’ e agressões, menina de 7 anos é retirada de escola pelos pais no DF

Criança era perseguida no colégio por sofrer com estrabismo, segundo a família

  • Distrito Federal | Do R7, com TV Record Brasília

Uniforme da menina vítima de 'bullying' no Park Way (DF) ficou todo manchado de sangue após agressão com carro de brinquedo

Uniforme da menina vítima de 'bullying' no Park Way (DF) ficou todo manchado de sangue após agressão com carro de brinquedo

Reprodução/TV Record Brasília

Tanto os pais quanto a própria criança denunciam caso de ‘bullying’ num colégio público do Park Way (DF), durante os últimos dois anos. A menina de 7 anos chegou a ser agredida pelos colegas na Escola Classe Ipê.

O caso mais recente aconteceu no dia 19 de outubro. Durante uma atividade artística, uma aluna jogou um carrinho de brinquedo contra a menina e machucou a testa dela. A lesão foi tão grave que o uniforme ficou ensanguentado. Desde então ela não voltou mais para a escola.

Segundo a família, no inicio a criança era perseguida no colégio porque tinha estrabismo, um desalinhamento nos músculos dos olhos. Mas mesmo depois de cirurgia e da correção, a violência piorou, como conta o pai da menina, Vilmar José.

— As agressões mudaram de agressões verbais para físicas. Menos de um mês depois da cirurgia, ela sofreu um soco no olho.

A própria menina relata como as agressões aconteceram, e diz que a professora não repreendia os colegas dela.

— Já me bateram demais, e eu não gosto. Aí a professora não fazia nada, simplesmente quando eles me batiam, ela colocava gelo.

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Na agenda da escola da filha de seu Vilmar, de apenas sete anos, são vários relatos das professoras. No dia 12 de maio deste ano, o recado dizia que a aluna levou uma bolada no rosto e que colocaram gelo.

No dia seguinte, os pais mandaram uma resposta, pedindo mais cuidado com a menina justamente por conta da cirurgia. Para a surpresa dos pais, na outra resposta a professora pediu que orientassem a filha para não ficar tão perto da quadra.

No dia 6 de agosto, mais uma agressão. A professora relatou que uma coleguinha de classe fez uma brincadeira de mau gosto e a menina acabou com o dedo machucado. Em resposta, os pais disseram que já perderam as contas de quantas vezes a filha voltou pra casa se queixando de agressões e pediram providências.

— As agressões foram piorando cada vez mais, prensando a mão da nossa filha na porta, machucando o dedo dela, socando a cabeça dela no vidro de um ônibus, e isso a professora estava no ônibus e ela não tomou providência. Pelo menos, que eu vi, não tomou providência nenhuma.

Em nota, a Secretaria de Educação afirma que todas as providências foram tomadas pela direção da escola, e que foi feita uma reunião com os responsáveis pelos alunos. A secretaria afirmou ainda que o Ministério Público já sabe sobre o caso e que aguarda a investigação. Além disso, eles teriam oferecido aos pais a possibilidade da menina ser transferida para outra escola, mas que a família não aceitou a proposta.

O pai da menina não concorda, e contesta todas as informações da nota. Ele mostra este requerimento, onde solicitou o remanejamento da filha para outra escola na última quarta-feira (28).

— Não conseguimos vaga lá. A escola disse que não tem vaga, e a escola que a minha filha estuda não nos ofereceu nada. Eles alegam que pegou e ofereceu outra escola, mas isso aí é mentira. Eu me senti com as mãos atadas, porque é muito difícil. A gente faz de tudo para entregar ela a uma pessoa de bem, e toda vez que acontecia isso, eu falava para ela ser mais forte, ir para a escola, mas quem era pra estar apoiando a gente não fez exatamente nada.

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