Ataques de fúria, como de homem em escola do DF, podem ser causados por estresse diário

Segundo psicóloga, é preciso reeducar para o convívio social

Risco de parada cardíaca cresce cinco vezes após ataque de raiva
Risco de parada cardíaca cresce cinco vezes após ataque de raiva Foto: Getty Images

O ataque de um homem em uma escola impressionou e preocupou os moradores da Estrutural (DF) nesta semana. Aparentemente transtornado, Marivaldo Teixeira da Silva, de 33 anos,  invadiu o Centro de Ensino Fundamental 1,por volta das 16h de segunda-feira (6). Ele agrediu o vigilante, feriu uma professora e 14 alunos com cadeiras e pedaços de pau.

Vídeo mostra momento que homem agride alunos e funcionários de escola no DF 

Os ataques de raiva têm virado rotina no Distrito Federal e podem afetar não somente as vítimas, mas também quem ataca.

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, concluiu que ter um ataque de raiva pode elevar o risco de sofrer um infarto ou um derrame. Nas duas horas após à ‘explosão’, o risco de uma parada cardíaca aumenta cinco vezes e de um derrame, três.

O R7 conversou sobre o assunto com a psicóloga brasiliense, Lívia Borges. Segundo ela, os ataques podem ser gerados por diversas situações, mas as mais comuns estão ligadas ao estresse diário e a fatores genéticos.

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O uso de álcool e drogas, como visto no caso do ataque à escola da Estrutural, podem intensificar o grau de fúria dos agressores. De acordo com Lívia, situações em que uma pessoa está com medo também podem gerar ataques.

— Se o indivíduo interpretar como ameaça, ele vai reagir. É o instinto de sobrevivência.

Segundo a psicóloga, a cultura da competição criada pelo cotidiano é um fator determinante para os ataques.

— As pessoas acreditam que sempre tem que ter razão e que todo mundo é inimigo.

Lívia acredita que é necessário um trabalho de reeducação sobre a convivência com outras pessoas.