Distrito Federal Batida em poste com carro milionário interrompe rotina discreta de empresário em Brasília

Batida em poste com carro milionário interrompe rotina discreta de empresário em Brasília

Basile George Pantazis mora na capital e tem empresa questionada na Justiça

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O empresário Basile Pantazis perdeu o controle do Ford GT ao sair de um posto de gasolina no Lago Sul

O empresário Basile Pantazis perdeu o controle do Ford GT ao sair de um posto de gasolina no Lago Sul

Alex Silva/Internauta

A batida de um Ford GT, carro avaliado em R$ 1,3 milhão, contra um poste do Lago Sul, área nobre do Distrito Federal, no sábado (28), tirou do anonimato um empresário milionário, que mora na Capital Federal e que tem empresa questionada na Justiça. Basile George Pantazis, sócio de uma fornecedora de manufaturados, teve negócios investigados pela CPI do Mensalão. 

Na Justiça Federal de Curitiba, uma ação contra a Dismaf, empresa que tinha Pantazis como sócio, corre um processo de execução fiscal no valor de R$ 26. 243,56. A Receita Federal afirma que os cálculos dos lucros da empresa eram ocultados. 

Antes disso, em 2010, a empresa foi proibida de contratar com órgãos públicos, após fraudes no fornecimentos de bolsas de carteiros aos Correios. O Tribunal de Contas da União aponta "irregularidades gravíssimas" no processo de escolha da empresa e afirma que o processo pode ser ter sido direcionado. 

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O TCU chegou à mesma conclusão em um processo que analisa uma licitação da Valec, estatal responsável pela construção de ferrovias, para o fornecimento de trilhos. A Dismaf foi a vencedora do processo, mas os ministros do TCU encontraram indícios de graves irregularidades. Por diversos problemas, que incluem a qualidade dos materiais fonercidos, o relator do processo no TCU, Walter Alencar Rodrigues, lembrou que a empresa participou do processo seletivo com restrições.

— A Dismaf escontra-se sancionada com a penalidade de suspensão do direito de licitar e de contratar com a Administração até 10 de julho de 2015, diz trecho do relatório. 

A reportagem do Portal R7 tentou contato com advogados do empresário, mas não os encontrou para comentar o caso.