Novo Coronavírus

Distrito Federal DF edita novo decreto e lockdown irá vigorar até 15 de março

DF edita novo decreto e lockdown irá vigorar até 15 de março

Mais cedo, após reunião com secretariado, governador Ibaneis Rocha (MDB) disse que 'esse lockdown não é como foi no passado'

Agência Estado
Decreto anterior, publicado na sexta, não definia prazo para término das restrições

Decreto anterior, publicado na sexta, não definia prazo para término das restrições

Marcello Casal Jr - 22.04.2020/Agência Brasil

O governo do Distrito Federal editou novo decreto em que define prazo para o lockdown que terá início a zero hora deste domingo (28), como medida para conter o avanço do novo coronavírus. Segundo o texto, todas as atividades de estabelecimentos comerciais deverão ser suspensos até o dia 15 de março. O decreto anterior, publicado nesta sexta-feira (26), não definia o prazo para término das restrições.

Mais cedo, em entrevista após reunião com seu secretariado, o governador Ibaneis Rocha (MDB) afirmou que "esse lockdown não é como foi no passado".

Segundo ele, agora, havia um horizonte. "A gente precisa de um prazo de 15 dias para atender a população. Depois disso vamos para a segunda fase, que é a do fechamento das 20h às 5h, e aí até o mês de junho, julho, a gente deve sair de qualquer tipo de restrição", disse o governador.

Depois das críticas recebidas de diversos setores do DF, o governador também flexibilizou as medidas de restrição e ampliou a lista de exceção, incluindo novos setores que poderão funcionar normalmente.

Estão também liberados a abrir para atendimento, por exemplo, toda a cadeia do segmento de veículos automotores, agências bancárias, lotéricas, correspondentes bancários, call centers bancários, bancas de jornal e revistas, empresas de manutenção de equipamentos médicos e hospitalares, escritórios e profissionais autônomos, como de advocacia, contabilidade, lavanderias, cartórios, hotéis, óticas, papelarias, zoológico, parques ecológicos, recreativos, urbanos, vivenciais; órgãos públicos do DF que prestem atendimento à população, atividades industriais, sem atendimento ao público, atividades administrativas do Sistema S, cursos de formação de policiais e bombeiros.

Já estavam excluídos das restrições supermercados, hortifrutigranjeiros, mercearias, padarias, açougues, peixarias, postos de combustíveis, farmácias, hospitais, clínicas e consultórios médicos e odontológicos, de fisioterapia, clínicas veterinárias, funerárias, lojas de conveniência e minimercados em postos de combustíveis exclusivamente para a venda de produtos; serviços de fornecimento de energia, água, esgoto, telefonia e coleta de lixo; toda a cadeia do segmento de construção civil; cultos, missas e rituais de qualquer credo ou religião.

Ficarão suspensos todos os serviços não essenciais, como cinema e teatro; escolas, universidades e faculdades das redes de ensino pública e privada; academias de esporte; museus; boates e casas noturnas; atendimento ao público em shoppings centers, feiras populares e clubes recreativos; estabelecimentos comerciais, de qualquer natureza, inclusive bares e restaurantes; salões de beleza, barbearias, esmalterias e centros estéticos; quiosques, foodtrucks e trailers de venda de refeições; comércio ambulante em geral. Nos shoppings centers ficam autorizados apenas o funcionamento de laboratórios, clínicas de saúde e farmácias e o serviço de delivery.

A medida no DF foi tomada após a ocupação dos leitos de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) específicos para pacientes com a covid-19 atingir 98% no fim da tarde desta sexta-feira. O governador Ibaneis informou neste sábado que já foram feitas tratativas com o Ministério da Saúde para que haja uma ampliação na oferta de UTIs no DF. "Até sexta-feira (5), temos condições de abrir mais 100 unidades de UTIs, o que vai nos dar um determinado conforto. Vamos baixar para 85% de ocupação", afirmou o governador.

Multa para quem descumprir medida restritiva pode chegar a R$ 10 milhões em SP

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