Distrito Federal Empresárias do DF apostam em vendas pela internet para driblar a crise

Empresárias do DF apostam em vendas pela internet para driblar a crise

Os sites atraem novos clientes e atendem as necessidades de antigos compradores

Empresárias do DF apostam em vendas pela internet para driblar a crise

A Vestido de Chita é especializada em vendas de vestidos e macaquinhos. As peças, antes vendidas nas casas das clientes, estão à mostra no site da marca

A Vestido de Chita é especializada em vendas de vestidos e macaquinhos. As peças, antes vendidas nas casas das clientes, estão à mostra no site da marca

Divulgação/ Vestido de Chita

No momento em que os indicadores econômicos demonstram uma tendência de baixa no consumo, empresários e comerciantes buscam alternativas para manter as vendas. A internet apresenta um vasto rol de oportunidades e a empresária do Distrito Federal Polliana Ribeiro sabe que ali pode ampliar o número de clientes para sua marca de roupas. 

A ideia de vender peças para mulheres surgiu em 2012, com sua sócia Millena Lopes. Até este ano, as vendas eram feitas de forma personalizada. As empresárias atendem no local escolhido pela cliente. Em três anos, a marca cresceu e conta com representantes em Brasília, Goiânia e Oeste da Bahia. Mas, para atender um público de todo o Brasil, a dupla resolveu ampliar os negócios e atuar também na internet. O site da Vestido de Chita entrou no ar há uma semana e até clientes que compravam pessoalmente, migraram para o mundo virtual. Polliana Ribeiro ressalta que a internet apresenta ferramentas que dão garantia para os clientes, o que é um plus nas vendas.

— A gente mandava [a mercadoria], mas a pessoa tinha que ter a confiança. No site é mais seguro, tem o Pag Seguro, tem o comprovante, tá dentro da lei, se não mandar, a gente tem que arcar com isso.

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Além de conseguir novas vendas, as donas da marca observam que o site é mais uma alternativa de compras para clientes antigas. Algumas demoravam a comprar por falta de tempo para avaliar e experimentar as peças, mas agora podem fazer a encomenda pelo site e recebe ro produto em casa.

No site da Jujuba Doce é possível conferir os detalhes das roupas vendidas na loja

No site da Jujuba Doce é possível conferir os detalhes das roupas vendidas na loja

Divulgação/ Jujuba Doce

— Nós temos uma cliente que não tinha tempo, ela queria um modelo, estava esperando, mas não tinha horário para atender a gente e quando lançou o site, ela pediu e o produto vai ser entregue na caixa postal porque ela não tem tempo nem de receber, acrescenta Polliana Ribeiro. 

A expectativa em torno da nova atuação é grande. As empresárias entendem que o trabalho de migração de vendas é de médio e longo prazo, mas elas avaliam que, em 8 meses, 50% das vendas da marca serão feitas pela internet. Para garantir o percentual, elas investem em ferramentas que dão visibilidade ao site e portais de busca.

A empresária Juliana Louise é veterana no ramo de venda de peças de vestuário. Após montar um blog de moda e beleza, ela passou a vender as peças, algumas desenhadas por ela, para o grupo de internautas que acompanham seu trabalho. Dois anos depois do empreendimento on line, ela montou a loja física, mas nem pensa em abrir mão das vendas pela rede, que acontecem desde 2010. Juliana afirma que as vendas pessoais são maiores, mas ela também consegue garantir lucro por meio de site da Jujuba Doce.

— Na loja a gente vende mais, mas na internet é uma venda interessante. A gente atende as pessoas que me acompanham, que querem as peças, mas que não pode ir até a loja, afirma a empresária. [...] Eu nunca penso em ficar só na loja. Eu sempre vou querer estar na internet.

O economista Roberto Piscitelli afirma que a atuação de uma empresa na economia atual requer inovações e ampliação dos negócios para garantir o crescimento do negócio.

— É uma receita básica da economia. Você precisa tentar atingir o maior público possível e garantir vendas, lucro e se adequar às necessidades dos clientes, afirma.