Enfermeira que matou Yorkshire tem pena convertida em prestação de serviços à comunidade

A decisão é do juiz Fernando Oliveira Samuel, da 2ª Vara Criminal de Formosa

Condenação foi divulgada nesta quarta-feira pelo TJGO
Condenação foi divulgada nesta quarta-feira pelo TJGO Reprodução/TV Record

O TJGO (Tribunal de Justiça de Goiás) condenou a enfermeira Camila de Moura, que agrediu e matou uma cadela da raça Yorkshire, na presença da filha que, na época, tinha apenas dois anos de idade.

A decisão é do juiz Fernando Oliveira Samuel, da 2ª Vara Criminal de Formosa, que impôs uma pena de 1 ano e 15 dias em regime aberto, convertida em 380 horas de prestação de serviços à comunidade e multa no valor de quatro salários mínimos.

O caso aconteceu em novembro de 2011 e teve repercussão nacional com a divulgação das imagens em veículos de comunicação e redes sociais.

— Não é preciso muito esforço para reconhecer que praticar agressões de modo como a acusada praticou na presença da criança se trata do mais autêntico constrangimento que, no mínimo, poderia e deveria ser evitado, afirmou o juiz.

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As agressões à cadela aconteceram em dois dias, 12 e 13 de novembro, e foram filmadas por uma vizinha que morava no apartamento do andar de cima ao da enfermeira. No vídeo, é possível perceber que Camila de Moura matou o animal na base de chutes. Além disso, ela jogou a cachorra no chão e acertou um balde na cabeça dela, tudo na presença de sua filha. Três pessoas testemunha os maus tratados e disseram que a mulher chegou a girar o pescoço da cadela, momento em que ela teria morrido.

A defesa da enfermeira alega que ela sofreu "reprimenda popular" por conta da veiculação das imagens e que, por causa disso, precisou se mudar de cidade. Contudo, o juiz não considerou tais sustentações para diminuir a pena.

— A conduta merece maior reprovação diante da sequência de ferimentos produzidos na cadela. As circunstâncias são desfavoráveis porque a ré se valeu, notoriamente, da fragilidade do animal de pequeno porte. Os motivos, ainda, são desfavoráveis: consta nos autos que ela assim agiu porque a cadela defecava pela casa, certamente figurando como motivo relevante e desproporcional.

Assista ao vídeo: