Estudante de veterinária picado por naja é preso pela polícia

Na quarta fase da operação Snake, foi cumprido um mandado de prisão temporária. Ele integraria um esquema envolvendo crimes ambientais

Universitário picado por naja foi preso

Universitário picado por naja foi preso

Reprodução/Record TV

O estudante de veterinária, Pedro Henrique Krambeck, de 22 anos, picado por uma naja, foi preso nesta quarta-feira (29) no Distrito Federal.

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Policiais civis do 14º DP, com o apoio de equipe do IML (Instituto Médico Legal), deflagraram a quarta fase da “Operação Snake” e prenderam o jovem em cumprimento a um mandado de prisão temporária expedido pela 1ª Vara Criminal do Gama.

Ele é suspeito de integrar um esquema criminoso voltado à prática de crimes ambientais. Foi assim que, ao manusear a cobra exótica da espécie naja kaouthia, acabou sendo ferido pelo animal.

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O universitário já foi multado em R$ 61 mil pelo Ibama (Instituto Nacional do Meio Ambiente), por maus-tratos e por manter serpentes nativas e exóticas em cativeiro sem autorização. A mãe e o padrasto dele também foram multados em R$ 8,5 mil cada por terem dificultado a ação de resgate.

Um amigo de Pedro Henrique terá de pagar multa de R$ 81,3 mil por dificultar a ação do instituto, por manter animais nativos em locais inapropriados e sem autorização, além de maus-tratos.

O mandado de prisão foi cumprido na residência do jovem, na região administrativa do Guará. Um perito médico-legista acompanhou a diligência para verificar as condições de saúde do suspeito, uma vez que ele podia estar com a saúde fragilizada porque recebeu alta da UTI há poucos dias. Ele estava em tratamento por causa do veneno da naja.

A prisão temporária, com prazo inicial de 5 dias, foi decretada após representação da autoridade policial. Segundo a investigação, foram constatados indícios de que o suspeito, juntamente com outros investigados, participaria de uma associação criminosa, responsável pela destruição das provas relacionadas aos crimes ambientais.

O caso

A PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal) investiga o caso, uma vez que o estudante não tinha permissão para criar o animal e a serpente não poderia ser mantida em um domicílio por um cidadão de forma domesticada.

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O animal foi encaminhado ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recurso Naturais Renováveis (Ibama), que o repassou ao Zoológico de Brasília.

Pedro Henrique foi picado pela naja na terça-feira (7) e foi internado logo após o episódio em um hospital privado na região administrativa do Gama, a 30 quilômetros do centro de Brasília.

O quadro do rapaz evoluiu para estado grave e ele chegou a ser colocado em coma induzido. A situação de saúde foi mantida sob sigilo a pedido da família.

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Na quinta-feira (9), o Batalhão de Polícia Militar Ambiental encontrou, em uma área rural de Planaltina, mais 16 serpentes escondidas em caixas. Segundo a corporação, a descoberta tem relação com a naja encontrada anteriormente.

A operação foi motivada por uma denúncia anônima. O dono da chácara onde as serpentes foram encontradas informou que não sabe como os animais foram parar ali. As cobras foram encaminhados ao Ibama.

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Na sexta-feira (10), a Polícia Civil descobriu outras sete serpentes durante a operação Squamata para combater crimes contra a fauna e manutenção ilegal de répteis. Os animais foram encontrados em uma outra chácara na região administrativa de Samambaia.

No sábado (11), foi encontrada uma outra cobra do estudante Pedro Henrique em um apartamento na região administrativa do Guará. A serpente foi encontrada em uma caixa na região central de Brasília pelo Batalhão da Polícia Militar Ambiental.