Governo do DF pede ajuda de médicos das Forças Armadas para atendimento na rede pública

Comandos militares ainda não responderam solicitação do governo 

Governo do DF pede ajuda para médicos das Forças Armadas para atendimento na rede pública

Vice-governador negocia transferência de médicos com comandos militares

Vice-governador negocia transferência de médicos com comandos militares

Reprodução/Facebook

O Governo do Distrito Federal pediu às Forças Armadas a transferência de profissionais de saúde para hospitais da rede pública. O pedido aos comandos da Marinha, Aeronáutica e Exército foi feito pelo vice-governador Renato Santana, que ainda não recebeu respostas. Os médicos podem substituir 100 médicos que deixaram as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) a pós o fim dos contratos de trabalho. Santana diz que a medida é emergencial.

- A expectativa é de que essa unidade militares possam nos ajudar, é um momento difícil, é uma operação efetivamente de guerra, há um prazo para esse pedido, que é de, aproximadamente, seis meses, até que a Secretaria de Saúde se ajuste e busque os mecanismos para botar essa Upas em pleno funcionamento.

O Sindicato dos Médicos do Distrito Federal critica a medida. O presidente da entidade, Gutemberg Fialho, diz que as forças armadas também enfrentam problemas.

— As Forças Armadas não têm médicos nem para atender a família militar. Isso é uma medida cosmética, nós precisamos de medidas práticas, não tem saída, nós precisamos contratar médicos por concurso público, prorrogar os contratos temporários na emergência atual.

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Um vídeo divulgado nessa terça-feira (22) mostra a reação de um médico ao receber voz de prisão depois de recusar atendimento a um paciente no Hospital de Base. O ortopedista disse que não tinha condições de atender o homem que estava em estado grave. O médico se desespera e diz “falta tudo” na unidade de saúde. Exaltado, ele ainda diz “Eu quero sumir daqui”.

— Não tem lugar, não tem lugar. Eu não posso, não posso porque meus filhos estão em casa me esperando. Eu tô aqui trabalhando. diz o médico sobre a recusa de atendimento.

Um dos agentes do Corpo de Bombeiros dá oz de prisão por desacato e o médico reage com desespero.

— Eu tô trabalhando, eu tô estressado aqui. Tá faltando tudo, tá faltando tudo. Eu quero sumir daqui!

A ação do profissional revela o estado da saúde pública no Distrito Federal, que passa por um momento de caos, marcado por falta de medicamentos, demora no atendimento de pacientes e 

O coronel Alan, do Corpo de Bombeiros, afirma que a confusão foi fruto de um mal entendido entre os profissionais.

— [...] A forma como ele abordou a nossa guarnição foi que causou estranheza, então, foi pela forma como ele abordou os bombeiros militares que foi dada aquela voz de prisão naquele momento. 

Uma médica, que prefere não se identificar, diz que os problemas são constantes.

— É corriqueiro a gente entubar paciente no chão, sairmos correndo atrás de material que pode ser usado de forma a substituir um material necessário, então, muitas veze, estamos usando subterfúgios quando não se tem o material adequado. Isso faz parte do dia a dia. Essa é a realidade, não só aqui no DF, mas em todas as unidades do país.