Homem é preso em Santa Catarina por cometer crimes cibernéticos

Segundo investigação, suspeito usava recursos de informática de empresas americanas para fraudar contas bancárias de diversos brasileiros

Brasileiro é preso em SC por cometer crimes cibernéticos nos EUA

Brasileiro é preso em SC por cometer crimes cibernéticos nos EUA

Reprodução / Record TV Minas

Um morador de Santa Catarina foi preso nesta segunda-feira (24) suspeito de cometer fraudes por meio do uso de tecnologia. Ele é suspeito de participar do roubo de mais de R$ 600 mil de contas bancárias de duas vítimas no Distrito Federal no ano passado.

A Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos fez uma
parceria com a Divisão Criminal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos para rastrear os serviços utilizados pelos criminosos em solo americano.

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Após um ano de investigação e com o auxílio da Polícia Federal dos Estados Unidos, foi possível constatar a participação de um brasileiro, que mora em Camburiú, em Santa Catarina, que utilizava recursos de informática localizados em empresas americanas para fraudar as contas bancárias de brasileiros que residem em vários municípios e na capital federal.

Segundo a polícia, as vítimas receberam mensagem de SMS com um link que as direcionou para uma página falsa de um banco. Depois receberam mensagens através do WhatsApp, em nome do respectivo banco, que as induziu a repassar um QR Code vinculado às contas bancárias delas.

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Com todas essas informações, os suspeitos habilitaram um aplicativo bancário de celular em nome das vítimas e retiravam a quantia por meio de transferências bancárias realizadas para contas de diversos correntistas residentes em várias localidades do país.

Nesta segunda (24), com o apoio da Polícia Civil de Santa Catarina e do Distrito Federal, foi cumprido o mandado de prisão e um mandado de busca e apreensão. O homem já havia sido preso por crime de fraude bancária cometida pela internet.

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O suspeito está sujeito a penas de dois a oito anos por furto mediante fraude, de três a oito anos por organização criminosa e de três a dez anos por lavagem de dinheiro.