Arquitetos e urbanistas escolherão conselheiros do CAU/DF no dia 31 de outubro

Arquitetos e urbanistas escolherão conselheiros do CAU/DF no dia 31 de outubro

Há menos de uma semana, parte de um edifício de seis andares caiu na Colônia Agrícola Samambaia causando a morte de um dos responsáveis pela empresa de construção que conduzia a obra. O caso demonstra a necessidade de fiscalização por parte do governo e, em especial, dos conselhos responsáveis por averiguar a conduta de profissionais como arquitetos e engenheiros.

Por isso, desde o início, o desabamento do prédio é acompanhado bem de perto pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal (CAU/DF) que até já decidiu por notificar a arquiteta responsável pela construção. Esse tipo de investigação é apenas uma das responsabilidade do Conselho, criado pela Lei federal nº 12.378/2010. Pela norma, o CAU/DF tem por obrigação atuar regionalmente na orientação, disciplina e fiscalização do exercício da profissão de arquitetura e urbanismo. Além de “zelar pela fiel observância dos princípios de ética e disciplina da classe em todo o território nacional” e buscar o aperfeiçoamento da prática da arquitetura e urbanismo.

Com 14 escolas e mais de 4,6 mil arquitetos e urbanistas na capital, Brasília necessita de um Conselho forte e que consiga fiscalizar as construções. O conselheiro do CAU/DF, Rogério Markiewicz, afirma que a instituição tem um papel importantíssimo para a sociedade e não só para a classe, pois assim como ela pretende fortalecer a profissão, ela busca punir os maus profissionais que possam oferecer perigo para os brasilienses.

Eleições

Na busca de fazer um melhor trabalho, no dia 31 deste mês, haverá a eleição da nova chapa que deve comandar a instituição regional e a nacional pelos próximos três anos. A previsão é que, no DF, 3.107 profissionais vote na escolha dos novos representantes. Em todo o Brasil, serão 104.915 que utilizarão a internet para participar do pleito, já que a votação é completamente online.

A eleição do CAU tem a particularidade de ser muito democrática. É o que diz o conselheiro Rogério Markiewicz. “Se a chapa vencedora ganhar com 60% dos votos, 60% da chapa entra no CAU. Assim, 40% da outra chapa, que recebeu menos votos, também vai participar da direção da instituição. E o presidente só é eleito depois dos conselheiros tomarem possa para que um deles seja eleito”, explica.

A formação das chapas, por sua vez, buscou ser o mais plural possível. “Há representantes dos diversos ramos de atuação do profissional. Há professores, assessores legislativos, funcionários públicos, arquitetos autônomos, gestores de empresas, construtores, entre outros”, afirma Markiewicz, que é um dos que encabeçam a chapa 1, que buscará fortalecer a profissão do arquiteto e urbanista e divulgar para a sociedade a importância da contratação deste profissional.

Neste ano, são apenas duas chapas que disputam o pleito. Os que pretendem votar precisam entrar no site do Sistema de Informação e Comunicação do CAU (SICCAU), com login e senha pessoais. Vale ressaltar que o voto é obrigatório para todos os arquitetos e urbanistas com registro ativo (provisório ou definitivo), sendo facultativo apenas àqueles com 70 anos de idade ou mais.

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