Estudo mapeia acidentes de trânsito

Alunos do IESB usaram aplicativos gratuitos de informação geográfica e mapearam vias distritais mais perigosas O post Estudo mapeia acidentes de trânsito apareceu primeiro em JBr..

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Lucas Neiva
redacao@grupojbr.com

A prevenção aos acidentes de trânsito requer uma atenção constante tanto das autoridades quanto da população. Pensando nisso, a estudante de engenharia civil Patrícia Lima Santos, de 23 anos e seu colega Gabriel Tavares Santana realizaram um estudo científico para mapear o local dos acidentes de trânsito ocorridos no Distrito Federal entre os anos de 2013 e 2017.

Conforme dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, apenas no ano de 2017, os acidentes de trânsito contabilizaram o preocupante número de 34.236 mortes no Brasil. Isso corresponde a aproximadamente 2,4% das mortes totais do país.

Somente no Distrito Federal, o período de 2013 a 2017 contou com 47.775 acidentes de trânsito com ferimentos e mortes, sendo 709 fatais em rodovias distritais

Para desenvolver o estudo, Patrícia e Gabriel utilizaram o sistema de informação geográfica QGIS para mapear os acidentes de trânsito usando dados fornecidos pelo Departamento de Trânsico (Detran) e precisados no Google Earth. As rodovias DF-001 (Estrada Parque Contorno) e DF-002 (Eixão) foram os principais focos de colisões, chamando atenção também para os atropelamentos ocorridos no Pistão Sul de Taguatinga e os acidentes na DF-250, rodovia próxima ao Paranoá.

O trabalho dos estudantes também propõe soluções para reduzir os acidentes em alguns pontos de foco, e chama atenção para a necessidade de criar campanhas de conscientização de trânsito. No Pistão Sul, por exemplo, Patrícia Lima afirma que a preguiça de atravessar as passarelas leva muitos pedestres a arriscarem a vida á toa. “A criação de campanhas conscientizando os pedestres sobre esse risco e a construção de uma nova passarela poderiam ajudar a reduzir os atropelamentos”, pontua Patrícia.

Outro local problemático em termos de atropelamentos que poderiam ser evitados destacado pelo estudo é o Eixão. Nessa via existem passarelas subterrâneas para uma travessia segura mas, ainda assim, muitos pedestres preferem se arriscar. Os principais pontos de acidentes desse tipo no Eixão são nas alturas das quadras 2 e 4, próximas à estação de metrô e a uma passarela subterrânea.

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