Metroviários em greve: metrô pode deixar de circular a partir deste sábado (18)

Metroviários em greve: metrô pode deixar de circular a partir deste sábado (18)

Os mais de 170 mil passageiros do Distrito Federal que sofrem, há mais de uma semana, com a greve dos metroviários poderão encarar uma situação ainda mais complicada nos próximos dias. Segundo o Metrô-DF, os serviços deverão ser interrompidos por tempo indeterminado a partir deste sábado (18). Isso porque a companhia alega que a rotina de trabalho que manteve o sistema operando na última semana sobrecarrega os funcionários que precisam ser realocados para substituir os servidores em greve.

“O metrô não tem condições de funcionar sem a quantidade mínima exigida. O Sindicato dos Metroviários, até então, não forneceu o efetivo de empregados mínimo para o cumprimento da decisão judicial”, acusa a empresa. A companhia se refere à determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para que ocorra a circulação de 90% dos trens em horários de pico e 60% nos demais horários.

Do outro lado, a entidade diz que o Metrô “se nega” a construir a organização da operação de comum acordo. Enquanto isso, a categoria garante estar 100% paralisada. “Esperamos a determinação da Justiça. Essa questão é realmente com o Metrô, eles que decidem se o serviço funciona ou não. Porque não foi apresentada nenhuma proposta a nós”, conta o diretor do Sindmetrô, Alexandro Caldeira.

Desde o início da greve, apesar da determinação do TRT, o metrô operou em 75% nos horários de pico – com 18 dos 24 trens -, parou completamente no sábado e funcionou, de forma especial, no domingo de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e no feriado do dia 15 de novembro. Na prática, o Metrô-DF realoca profissionais para garantir o funcionamento ao menos nos horários mais movimentados. A medida causa conflitos e o sindicato da categoria fala em risco à população.

Segundo o Metrô-DF, a adesão dos grevistas deste ano está maior do que a do ano passado, quando os metroviários ficaram 72 dias de braços cruzados – a mais longa paralisação da história da companhia. “Estamos à mercê dos sindicalistas”, afirma a empresa.

Na noite desta sexta, metroviários fazem assembleia na Estação Praça do Relógio, em Taguatinga, para definir os próximos passos do movimento paredista.

Reivindicações

Os funcionários pedem reajuste salarial de 8,4% e a contratação de 631 pessoas aprovadas no último concurso – 331 de forma imediata e 300 de cadastro reserva. Em 2015, após a última paralisação, o Executivo se comprometeu a cumprir as medidas.

O Metrô afirma que não há dotação orçamentária para reajustes. Em relação à nomeação, já tomaram posse 120 pessoas e o cronograma atenderá outros 126, que deverão ser empossados em fevereiro e maio de 2018.

“Durante a audiência de conciliação, realizada pelo Tribunal Regional do Trabalho, na sexta-feira, a Procuradoria Geral do DF sugeriu adiantar o cronograma. No entanto, não houve manifestação do sindicato”, afirma a companhia.

As negociações acontecem desde o início do movimento grevista, no TRT.

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