Nunca é demais falar sobre vírgulas

O amigo Jorge Menezes Jr., grande torcedor do Bonsucesso F.C., o Leão da Leopoldina, pediu e nós vamos falar um pouco sobre colocação de vírgulas, o calo da pontuação para alguns. Há informações e equívocos básicos, os quais nunca é perda de tempo relembrar. Derrubaremos um primeiro gigante De antemão, um mito precisa ser derrubado. […] The post Nunca é demais falar sobre vírgulas appeared first on JBr..

O amigo Jorge Menezes Jr., grande torcedor do Bonsucesso F.C., o Leão da Leopoldina, pediu e nós vamos falar um pouco sobre colocação de vírgulas, o calo da pontuação para alguns. Há informações e equívocos básicos, os quais nunca é perda de tempo relembrar. Derrubaremos um primeiro gigante De antemão, um mito precisa ser derrubado. […] The post Nunca é demais falar sobre vírgulas appeared first on JBr..

O amigo Jorge Menezes Jr., grande torcedor do Bonsucesso F.C., o Leão da Leopoldina, pediu e nós vamos falar um pouco sobre colocação de vírgulas, o calo da pontuação para alguns. Há informações e equívocos básicos, os quais nunca é perda de tempo relembrar.

Derrubaremos um primeiro gigante

De antemão, um mito precisa ser derrubado. É bem verdade que, ainda bem, cada vez mais, a maioria das pessoas já não prolifera esta falácia: que se deve colocar vírgula quando houver uma pausa na fala. E o ponto é dito para uma pausa maior. Pode ser que essa afirmação já não seja mais um gigante, mesmo assim, ainda precisa ser derrubada.

Caído o gigante, afirmemos que a vírgula, essencialmente, serve para marcar inversões e inclusões numa estrutura determinada na nossa língua, a ordem conhecida como SVO: sujeito, verbo, objeto (ou complemento).

Não separe a ordem natural com vírgulas

Como vimos no parágrafo anterior, a língua portuguesa tem uma ordem natural que se apresenta com a sequência sujeito – verbo – objeto. Por exemplo: Maria comprou uma laranja. Por isso, para que se erre menos, sugere-se que se escreva buscando essa ordem. Especialmente em redações para concursos.

O pecado mais grave no uso da vírgula é separar os elementos dessa ordem natural. Note que, anteriormente, comentamos que esse sinal de pontuação serve para marcar inversões e inclusões. Sem isso, não há por que usá-lo. Não separe sujeito de verbo nem verbo de complemento. É erro básico e grosseiro.

Um pouco das inversões e inclusões

Vamos usar uma frase de exemplo: “A modelo que caiu na passarela precisou de atendimento no mesmo hospital onde havia feito exames no dia do desfile”. Note que não há vírgulas, apesar de ser grande e de algumas pausas na fala. O que mostra que a dica de “uma pausa” não funciona. A ordem sintática é a padronizada e qualquer vírgula separaria termos que não devem ser apartados.

Uma inversão mostraria o caso da necessidade da vírgula, como a seguir: “No dia do desfile, a modelo que caiu na passarela precisou de atendimento no mesmo hospital onde havia feito exames”. A vírgula serve para mostrar que um elemento se moveu, alterando a ordem mais comum.

Além disso, há as inclusões. Vejamos uma maneira, colocando um elemento: “A modelo que caiu na passarela precisou de atendimento, às pressas, no mesmo hospital onde havia feito exames”.

Assim, você trabalha com as vírgulas separando partes fora de sua posição, além do básico uso para destacar itens iguais dentro do mesmo elemento: verbos ou substantivos compostos (sujeitos ou objetos), como “João, Pedro e Luiz compraram bananas, maçã e pera”. Alguns empregos da vírgula são mais evidentes que outros, é natural. A pesquisa e a prática levam a mais facilidade.

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