Distrito Federal Operação no DF apura esquema de fraude de R$ 123 milhões na saúde

Operação no DF apura esquema de fraude de R$ 123 milhões na saúde

Segundo as investigações, as supostas fraudes envolvem adesões a atas de registros de preços direcionadas para atender interesses particulares

  • Distrito Federal | Da Agência Brasil

Seringa. Megaoperação no DF apura esquema de fraudes na saúde

Seringa. Megaoperação no DF apura esquema de fraudes na saúde

Pixabay

Nesta quinta-feira (10), uma megaoperação da Polícia Civil desarticula fraudes na Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Batizada de Gotemburgo, a ação investiga irregularidades na compra de equipamentos hospitalares feitas na gestão do médico Rafael Barbosa, que integrava a equipe do ex-governador Agnelo Queiroz. As fraudes chegam a R$ 123 milhões. A operação é coordenada pelo Ministério Público.

Ao todo 46 mandados de busca e apreensão - expedidas pela 1ª Vara Criminal de Brasília - estão sendo cumpridos no Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás. Segundo as investigações, as supostas fraudes envolvem adesões a atas de registros de preços na gestão do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, direcionadas para atender interesses particulares nos processos de contratação das empresas Maquet e Med Lopes Comércio de Material Médico Hospitalar Ltda, conduzidos pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

Segundo a investigação, o dinheiro desviado foi transferido para o exterior, via carta de crédito, para contas bancárias - na Suécia, China, Estados Unidos, França e Polônia - com pagamentos em euro e dólar para empresas pertencentes ao Grupo Getinge (unidades da Maquet pelo mundo) ou para a Moses Trading , dos EUA.

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O esquema criminoso se estendeu até o Distrito Federal,  por meio da venda de atas de registro de preço cadastradas pelo Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia). O grupo, liderado pelos empresários Miguel Iskin, Gustavo Estellita e Claudio Haidamus, está entre os alvos da força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro. Além de fraude em licitação, eles são investigados pelos crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Gotemburgo

O nome da operação faz alusão a cidade de mesmo nome, segunda maior da Suécia, onde fica localizada a sede do Grupo Getinge, do qual faz parte a Maquet, a empresa responsável pela maioria dos contratos formalizados com a Saúde lidera a fabricação de camas cirúrgicas no mundo.

Até às 11h33 desta quinta, o ex-governador do Distrito Federal e o ex-secretário de Saúde não tinham se manifestado sobre o caso.

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