Distrito Federal Polícia do DF descobre fraudes na triagem de animais no Ibama

Polícia do DF descobre fraudes na triagem de animais no Ibama

Bichos entravam no Cepas de forma ilegal, mas saíam com documentação regularizada. Servidora federal é investigada por participar do esquema

Servidora do Ibama regularizava documentação de animais silvestres ilegais

Servidora do Ibama regularizava documentação de animais silvestres ilegais

Reprodução / Record TV

A polícia descobriu que animais entravam no Cepas (Centro de Triagem de Animais Silvestres) do Distrito Federal de forma ilegal e saíam já com a documentação regularizada. As informações são da Record TV.

Leia mais: Picado por naja no DF tinha 23 cobras e vendia filhotes a R$ 500

Segundo a polícia, o esquema, descoberto após um estudante de veterinária ser picado por naja, funcionava como lavagem de animais. A responsável pela emissão do documento seria uma servidora do Ibama.

Ainda acordo com a investigação da Polícia Civil, todas as informações foram repassadas também à Polícia Federal, que passa a apurar o caso, uma vez que o esquema envolveria uma servidora pública federal.

Veja também: DF: Estudante, padrasto e mãe são indiciados por tráfico de animais

O caso

O estudante de veterinária, Pedro Henrique Krambeck, de 22 anos, que foi picado por uma naja, a mãe dele, Rose, e o padrasto, o coronel da PM, Eduardo Condi, foram indiciados por tráfico de animais silvestres, maus-tratos a animais e associação criminosa. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, o inquérito foi concluído e, ao todo, 12 pessoas estavam envolvidas no esquema de comércio ilegal de serpentes. 

De acordo com a investigação, o tráfico de animais exóticos movimenta tanto dinheiro quanto o do comércio ilegal de armas. Segundo a polícia, participavam do esquema: universitários, professores, funcionários públicos do Ibama e da Polícia Ambiental.

Leia ainda: Jovem picado por cobra naja terá de pagar multa de R$ 61 mil ao Ibama

Pedro, além de comercializar os animais, seria responsável também pela reprodução dos bichos que eram vendidos em todo o país. A naja não é uma espécie nativa brasileira, mas foi comprada pelo estudante. A polícia ainda não sabe o trajeto feito pelo animal.

A serpente foi transferida do Zoológico de Brasília para o Instituto Butantan em São Paulo, onde está em quarentena.

Últimas