Secretaria de Saúde do DF investiga caso de febre chikungunya em missionária brasileira

Ministério da Saúde confirma 20 casos registrados no País neste ano

Febre chikungunya é transmitida pelo mosquito aedes aegypti e tem sintomas parecidos com os da dengue

Febre chikungunya é transmitida pelo mosquito aedes aegypti e tem sintomas parecidos com os da dengue

Reprodução/Saude

A Secretaria de Saúde investiga o possível primeiro caso de febre chikungunya importado registrado no Distrito Federal. A doença é causada por um vírus parecido com o da dengue, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. A secretaria informou que uma missionária retornou do Haiti no dia 1º de julho, com febre e mal estar. Ao sair do Aeroporto de Brasília, ela foi até ao Hran (Hospital Regional da Asa Norte), onde foi atendida e identificada a suspeita de contaminação.

Os médicos constataram que a paciente apresentava sintomas da febre chikungunya, que são mal estar e dores nas articulações. A mulher foi medicada, já recebeu alta médica e não corre risco de morte, nem de transmitir a doença. De acordo com o chefe do Núcleo de Controle de Endemias, Dr. Dalcy de Oliveira Albuquerque, este é o primeiro caso suspeito de contaminação importada.

— Nós ainda não temos a confirmação porque é necessário aguardar o resultado dos exames, mas os sintomas indicam a contaminação. É importante ressaltar que a febre chikungunya é uma doença benigna e em caso de suspeita o paciente deve procurar o médico. O tratamento é sintomático e em cerca de uma semana a doença terá desaparecido.

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Albuquerque alerta que a única forma de contaminação é ter passado por alguma área de transmissão. A mais próxima do Brasil é o Caribe.

Casos registrados

Segundo o Ministério da Saúde, foram confirmados 20 casos da febre chikungunya neste ano. Vale ressaltar que todos são casos importados de pessoas que viajaram para países com transmissão da doença. Deste total, 17 foram registrados em militares e missionários brasileiros que regressaram de missão no Haiti e um caso de um brasileiro que viajou para a República Dominicana. Os outros são de dois haitianos que viajaram ao Brasil e que já regressaram ao seu país de origem.

Ainda existem dois casos que continuam em investigação, também de pessoas vindas desses mesmos países. Todos os pacientes tiveram quadro leve, estável e evolução clínica favorável.