Distrito Federal Sem ambulância, jovem morre após esperar sete horas por transferência hospitalar

Sem ambulância, jovem morre após esperar sete horas por transferência hospitalar

Ele se envolveu em uma briga, foi espancado e sofreu traumatismo craniano

Sem ambulância, jovem morre após esperar sete horas por transferência hospitalar

Pedro Miguel Fonseca Dias, de 17, será enterrado nesta quinta-feira (6)

Pedro Miguel Fonseca Dias, de 17, será enterrado nesta quinta-feira (6)

Reprodução / TV Record Brasília

O adolescente Pedro Miguel Fonseca Dias, de 17 anos, morreu após esperar sete horas por uma transferência hospitalar. Sem ambulância, ninguém conseguiu fazer a remoção do jovem. Para piorar o problema, a família acusa a médica de não ter dado o atendimento correto.

O garoto se envolveu em uma briga e foi espancado. A família levou o jovem ao Hospital Regional de Samambaia na madrugada de segunda-feira (3). Ele estava passando mal e tinha um corte na cabeça.

O pai da vítima, Leonardo Fonseca, disse que a médica tirou um raio-x e o liberou.

— Ela só fez uma costura no ferimento da cabeça, depois mandou tirar um raio-x e pediu para ficar de repouso em casa.

No dia seguinte Pedro acordou sem conseguir mexer o lado direito do corpo e foi levado às pressas para o Hospital Regional de Taguatinga. No local, os médicos descobriram que ele estava com traumatismo craniano. 

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Ele foi colocado em um respirador enquanto aguardava a transferência para o Hospital de Base. Teve seis paradas cardiorrespiratórias e quanto a UTI móvel chegou, sete horas depois do pedido, já era tarde.

O enterro deve acontecer nesta quinta-feira (6). Para o pai do adolescente o erro no diagnóstico e a demora da ambulância custaram a vida do filho.

— A médica também foi negligente e não tomou as medidas que deveriam ser tomadas.

A Secretaria de Saúde vai investigar se houve negligência no primeiro atendimento. A demora da ambulância foi justificada pelo excesso de pedidos de transferência de pacientes durante o carnaval. Foram 18 na terça-feira quando a média é de 10.

Apenas duas ambulâncias do Samu (Serviço Móvel de Atendimento de Urgência) são responsáveis pelo transporte de pacientes graves entre as unidades da rede pública, mas para o chefe de gabinete do Secretário de Saúde, José Bonifácio Carreira Alvim, a demora não foi responsável pela morte do adolescente.

— No carnaval houve uma demanda e a prioridade máxima do Samu, a principal, não é fazer transporte interhospitalar. Para isso, a secretaria vai contratar uma empresa basicamente para resolver esse problema de uma vez por todas.

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