Distrito Federal Viúva suspeita de mandar matar marido tenente-coronel poderia receber R$ 300 mil de fundo do Exército

Viúva suspeita de mandar matar marido tenente-coronel poderia receber R$ 300 mil de fundo do Exército

Em caso de morte, a mulher do militar, suspeita de ser mandante do crime, receberia ao valor

Viúva suspeita de mandar matar marido tenente-coronel poderia receber R$ 300 mil de fundo do Exército

O tenente-coronel Sérgio Murilo de Almeida Cerqueira Filho, sequestrado e morto na última sexta-feira (15), tinha uma poupança de aproximadamente R$ 300 mil do Fundo de Amparo à Moradia do Exército. A cunhada do militar, Erica Tavares Cerqueira, informou ao Portal R7 que, em caso de morte, o valor seria dividido em partes iguais entre a viúva, Cristiana Cerqueira, e a filha do casal. 

A Polícia Civil do Distrito federal, que investiga o crime, afirma que a mulher do homem ordenou o assassinato para ter direito à pensão mensal de quase R$ 10 mil, referente ao salário do tenente-coronel. Segundo a polícia, os dois estavam em processo de separação e a mulher receberia um benefício de cerca de R$ 2 mil após o divórcio.

O militar foi morto depois de ser sequestrado por 4 pessoas, na Asa Norte, na noite de Sexta-feira (15). No dia seguinte, o corpo foi encontrado no Núcleo Rural Agulinha, com marca de um tiro na cabeça. A mulher teria ido até o local, onde ele estava morando, para entregar o carro da família, que estava sendo compartilhado entre os dois. No momento em que a mulher desceu do veículo, um grupo de pessoas anunciou o assalto e levou o tenente-coronel. Câmera de segurança do prédio registraram a ação.

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No dia seguinte a mulher de Sérgio Murilo Cerqueira e a irmã dela, Claudia Maria Osório, foram detidas, suspeitas de arquitetarem o crime. Outras quatro pessoas foram presas por executarem o militar de 43 anos. Segundo a polícia, o grupo foi contratado por R$ 15 mil para matar o militar.

Em depoimento, a irmã de Cristiana, Claudia Maria Osório, confessou participação no crime, mas disse que o pagamento seria feito para “dar um susto” no cunhado. Cristiana Cerqueira nega qualquer envolvimento.

Os advogados de defesa das duas, Júlia Oliveira e Rubens Memória, afirmam que as mulheres sofreram agressões durante depoimento à polícia e que Cláudia Osório sofreu forte coerção para confessar participação no assassinato. 

— Os depoimentos foram colhidos através de coação psicológica, agressões físicas, na Cristiana. A Cri9stiana, quando eu a vi, e chegou um agente da polícia, um senhor claro, que ela levou um choque [faz expressão de susto] e eu observei bem o comportamento dela, quando depois, lá no presídio que ela levou no ouvido, aquele “abafa no ouvido, dois tapas no ouvido, que ela estava passando mal com isso, afirma Júlia Oliveira, advogada de Cristiana Cerqueira.

A Polícia Civil informou, em nota, que as acusações da defesa de Cristiana Cerqueira e de Cláudia Maria têm o objetivo de desviar a atenção diante do conjunto de provas produzido pela Delegacia de Repressão a Sequestro. A corporação ainda afirma que todos os depoimentos foram presenciados por oficiais superiores do Exército.