Economia À espera da taxa de juros, dólar tem queda de 1,28% e fecha a R$ 5,55

À espera da taxa de juros, dólar tem queda de 1,28% e fecha a R$ 5,55

Na mínima do dia, a moeda norte-americana à vista chegou a cair 1,55%, a R$ 5,5374

  • Economia | Do R7, com Reuters

Dólar registra recuo nesta segunda-feira

Dólar registra recuo nesta segunda-feira

Dado Ruvic/Reuters-26/05/2020

O dólar teve desvalorização acentuada contra o real nesta segunda-feira (25), movimento apontado por investidores como um ajuste depois de fortes ganhos registrados na semana passada, com acenos recentes do governo ao mercado financeiro e a aproximação da reunião de política monetária do Banco Central, que vai decidir a nova taxa de juros Selic, também no radar.

O dólar caiu 1,28%, a R$ 5,5525 na venda. Na B3, o dólar futuro tinha perda de 1,61%, a R$ 5,5620. Na mínima do dia, a moeda norte-americana à vista chegou a cair 1,55%, a R$ 5,5374.

Já o principal índice da Bolsa paulista, o Ibovespa, teve um impulso após uma disparada das ações da Petrobras com anúncio de reajuste nos preços de combustíveis, embora as perspectivas para a economia seguirem se deteriorando.

Apoiado também pela recuperação dos papéis de bancos e de empresas ligadas a metais, o Ibovespa teve alta de 2,28%, aos 108.714,55 pontos, na primeira sessão após a pior semana desde o início da pandemia. O giro financeiro somou R$ 32,17 bilhões.

O mote do dia foi o anúncio da Petrobras de que elevará o preço médio do diesel nas refinarias em 9,15% e o da gasolina em 7,05%, a partir de terça-feira. A medida levou a nova rodada de alta nas previsões para a inflação de 2021/22 e reduziu temores de ingerência do governo nas estatais.

No plano internacional, houve desempenho positivo das bolsas dos Estados Unidos, e um alívio do temor de crise no ramo imobiliário chinês, com a Evergrande pagando credores e anunciando uma gradual migração para o negócio de veículos elétricos, que deu um suspiro para ações de exportadoras para aquele mercado.

DESTAQUES

- PETROBRAS disparou 6,8%, após a companhia anunciar que elevará o preço médio do diesel nas refinarias em 9,15% e o da gasolina em 7,05%, a partir de terça-feira.

- VIBRA deu um salto de 5,16%, com o anúncio da Petrobras carrregando para cima todo o setor ligado à cadeia de combustíveis. COSAN cresceu 4%, PETRORIO evoluiu 3,55%, ULTRAPAR teve incremento de 1,6%.

- GERDAU teve expansão de 4,6%, com o setor de metais repercutindo notícias ligadas à incorporadora chinesa Evergrande, que reduziram o temor de crise na China. CSN teve elevação de 4%, USIMINAS avançou 2,3%. VALE teve aumento de 1,2%.

- BTG PACTUAL foi acrescido em 2,37%, liderando entre os grandes bancos no índice. BANCO DO BRASIL e ITAÚ UNIBANCO subiram 2,1% e 1,95%, respectivamente.

- HYPERA teve ganho de 2,8%, após a farmacêutica ter anunciado na noite de sexta-feira que teve lucro do terceiro trimestre 33% ante mesmo período do ano passado, impulsionado por aumento de receita de 50%. O Credit Suisse elogiou a expansão da receita, mas apontou compressão das margens.

- BRASKEM cresceu 2,1%. A petroquímica reportou na noite de sexta recuo na produção de eteno e vendas de resinas no Brasil, no terceiro trimestre. O BTG Pactual frisou os números mais fracos, mas afirmou que a companhia se beneficia do real mais fraco e que espera dividendos mais altos no curto prazo, o que pode compensar ruídos sobre eventual venda de ações dos principais acionistas.

- SUZANO caiu 2,5%, devolvendo parte dos ganhos das últimas duas sessões, em dia de dólar em baixa pressionando ações de exportadoras. BRF perdeu 1,3%, EMBRAER recuou 0,5%.

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