Economia Abates de frangos e suínos batem recorde no primeiro trimestre

Abates de frangos e suínos batem recorde no primeiro trimestre

Abate de bovinos seguiu na contramão e amargou o pior resultado para o período desde 2009, aponta IBGE

  • Economia | Do R7

Foram abatidas 1,57 bilhão de cabeças no 1º trimestre

Foram abatidas 1,57 bilhão de cabeças no 1º trimestre

Paulo Whitaker/Reuters - 04.10.2011

O abate de frangos superou 1,57 bilhão de cabeças nos primeiros três meses de 2021 e atingiu o novo recorde na série histórica iniciada em 1997, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (8), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

As Estatística da Produção Pecuária registram também que o abate de suínos foi de 12,62 milhões de cabeças entre janeiro e março, número que corresponde também ao melhor resultado para este período desde o início da série.

A pesquisa mostra ainda que abate de bovinos foi de 6,56 milhões de cabeças nos três primeiros meses deste ano. Trata-se do menor resultado desde o primeiro trimestre de 2009. O índice de abate de bovinos representa uma queda de 10,6% em comparação ao 1° trimestre de 2020 e de 10,9% contra o 4º trimestre de 2020. 

“Houve uma continuidade da tendência observada em 2020: queda no abate de bovinos e crescimento de suínos e frangos”, explica o supervisor da pesquisa, Bernardo Viscardi. Segundo ele, os resultados apresentam uma "influência da restrição orçamentária dos consumidores e das medidas restritivas adotadas para conter a pandemia de covid-19”.

A aquisição do leite cru foi de 6,56 bilhões de litros, um aumento de 1,8% em relação ao 1° trimestre de 2020, e redução de 3,5% em comparação com o trimestre imediatamente anterior, período em que regularmente há queda de produção em relação ao último período de cada ano. Apesar disso, o resultado representa a maior captação de leite acumulada em um 1° trimestre, superando o recorde anterior, de 2020.

Já a produção de ovos de galinha foi de 978,25 milhões de dúzias, 0,3% maior que o apurado no 1º trimestre de 2020 e 1,3% menor que o registrado no trimestre imediatamente anterior. “Apesar da queda em relação ao último período, o resultado foi recorde para um 1º trimestre”, aponta Viscardi. Embora o setor continue sendo impactado pela alta dos custos de produção, a demanda seguiu aquecida pelo preço acessível do ovo frente a outras proteínas.

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