Economia Anatel aprova regras do leilão de 5G, sem banir Huawei

Anatel aprova regras do leilão de 5G, sem banir Huawei

Empresas de telecomunicações precisam migrar para uma tecnologia mais avançada com redes independentes

Reuters - Economia
Anatel não traz restrições à Huawei em leilão

Anatel não traz restrições à Huawei em leilão

Dado Ruvic/Reuters

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) aprovou nesta quinta-feira (26) regras para um leilão de espectro para redes 5G neste ano, sem restrições para a chinesa Huawei como fornecedora de equipamentos.

O presidente Jair Bolsonaro criticou a empresa chinesa no ano passado sob pressão do ex-presidente do EUA, Donald Trump, para banir a Huawei do mercado de tecnologia de quinta geração do país por questões de segurança.

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As empresas de telecomunicações do Brasil insistiram em um mercado livre, reclamando que excluir a Huawei custaria bilhões de dólares para substituir o equipamento da empresa chinesa que fornece 50% das atuais redes 3G e 4G.

As regras para o leilão previsto para junho, no entanto, exigem que as empresas de telecomunicações migrem no próximo ano para uma tecnologia mais avançada com redes independentes não baseadas em sua tecnologia atual.

Elas também terão que cobrir a vasta região do norte da Amazônia com conectividade de banda larga, em grande parte usando cabos de fibra ótica instalados em rios, e construir uma rede segura separada para o governo federal.

Representantes da indústria disseram que a Huawei, maior fabricante mundial de equipamentos de telecomunicações, não poderia ser excluída do mercado 5G do Brasil porque, além do custo, atrasaria o país de três a quatro anos em tecnologia.

Duas das principais empresas de telecomunicações do Brasil, Telefônica Brasil e Claro, da mexicana America Movil, pressionam por uma transição de 5 anos para redes autônomas mais avançadas. As regras devem ser aprovadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União).

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