Economia Apesar do impacto da pandemia, medo do desemprego diminui, diz CNI

Apesar do impacto da pandemia, medo do desemprego diminui, diz CNI

O índice deste ano caiu 1,1 ponto na comparação com dezembro de 2019. Em relação a setembro de 2019, a queda é de 3,2 pontos

O índice de medo do desemprego caiu 3,2 pontos na comparação com o ano passado

O índice de medo do desemprego caiu 3,2 pontos na comparação com o ano passado

LIDIANNE ANDRADE/MYPHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Apesar dos impactos da pandemia de coronavírus, o medo do desemprego diminuiu e a satisfação com a vida se manteve no mesmo patamar do ano passado entre os brasileiros. É o que revela a pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Industria), divulgada nesta quarta-feira (14).

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O índice de medo do desemprego registrado em setembro deste ano caiu 1,1 ponto na comparação com dezembro de 2019. Em relação a setembro de 2019, a queda é de 3,2 pontos.

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O índice de satisfação com a vida, por sua vez, manteve-se praticamente constante: variou 0,2 ponto em setembro de 2020, em relação a dezembro de 2019. O índice está 1,1 ponto abaixo de sua média histórica.

Embora tenha caído para a população como um todo, o medo do desemprego aumentou em certos perfis da população: os com idade entre 25 e 54 anos (sobretudo entre os mais jovens dessa faixa); os com ensino superior; e os com renda familiar superior a cinco salários mínimos.

O medo do desemprego segue maior entre a população feminina, os que residem no Nordeste e os que recebem até um salário mínimo. Assim como em dezembro de 2019, a diferença no medo do desemprego entre homens e mulheres aumentou.

Ainda que para ambos o indicador tenha caído, o medo do desemprego entre os homens reduziu-se mais comparativamente às mulheres, o que explica o aumento do hiato entre os indicadores.

A CNI atribui a queda do índice às medidas de proteção do emprego adotadas no período, além da transferência de renda às famílias. "Por fim, a retomada gradual das atividades comerciais e produtivas dos últimos meses tem impactado positivamente a formação de expectativas dos agentes, que, em um primeiro momento, esperavam por uma recuperação econômica mais lenta", afirmou em nota.

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