Aplicar a reciprocidade a parceiros é normal, mas Brasil precisa ter cautela, diz economista
Governo estuda maneiras de criar regras para proteger setores econômicos nacionais após aumento de comércio internacional
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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Com a expansão de acordos comerciais assinados entre o Brasil e diversos países, o governo federal prepara um decreto para estabelecer regras de proteção à indústria e ao agronegócio. O texto, em elaboração pelo Ministério das Relações Exteriores e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, deve ser encaminhado para a Casa Civil nas próximas semanas.
A proposta surge após movimentações de outros parceiros, como a China, que em dezembro de 2025, decidiu limitar a importação de carne bovina por meio de cotas para proteger produtores locais.

Para o economista Ricardo Buso, a medida é vista como comum, principalmente após o retorno de Donald Trump ao poder e a aplicação de políticas tarifárias a diversos países do mundo. Outro ponto que justifica o projeto é a expansão do comércio brasileiro, o que necessita de recursos para a proteção das empresas nacionais.
“É diferente, por exemplo, lá quando saiu o tarifaço em 2 de abril, que o Trump falou: ‘não retaliem’, já em tom ameaçador. Como é que você vai retaliar ainda mais, aplicar essa reciprocidade, ainda mais quando você é tão mais dependente de exportações para ele, quando ele de nós? Então, aí é um cenário à parte, é a truculência. Agora, com a China, nós temos boas relações diplomáticas e isso não deve trazer muitos problemas porque é inevitável”, comenta.
No entanto, em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (20), ele explica ser necessária uma análise mais criteriosa da diplomacia brasileira ao criar critérios de reciprocidade comercial, principalmente com a China, o maior parceiro econômico do país.
“É um país que, em 2025, nós exportamos US$ 100 bilhões [cerca de R$ 519 bilhões] para eles e eles exportaram para nós só 71 bilhões de dólares. Então, é um grande cliente que nós temos e, com clientes especiais, a negociação é sempre delicada, mas o Itamaraty é mestre nisso e deve sair a contento como sempre”, conclui.
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