Novo Coronavírus

Economia Até o fim deste mês, 42% das transportadoras devem demitir

Até o fim deste mês, 42% das transportadoras devem demitir

Pesquisa da Confederação Nacional dos Transporte mostra que um terço das empresas do setor já fez cortes e mesmo percentual suspendeu contratos

Caminhoneiros, caminhões, transportes, estrada

Caminhoneiros, caminhões, transportes, estrada

Pixabay

Uma pesquisa divulgada nesta semana pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) mostra que 33% dos transportadores do país já fizeram demissões devido à pandemia do novo coronavírus. Esse número será ainda maior no fim deste mês, 42,8%, se as condições atuais do setor se mantiverem.

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Os dados fazem parte da segunda rodada da Pesquisa de Impacto no Transporte, que tem foco nas relações trabalhistas. Do total de transportadores que ainda não demitiram, 18,1% pretendem realizar cortes até 31 de maio.

Dos empresários entrevistados que já reduziram o quadro de funcionários, 72,7% demitiram até 49 empregados; outros 11,1% mandaram embora cem ou mais pessoas.

O levantamento foi realizado com 600 empresas de transporte de cargas e de passageiros de todos os modais, entre os dias 20 e 24 de abril. 

O presidente da CNT, Vander Costa, afirma que são necessárias ações mais efetivas para evitar o agravamento da situação do setor, deteriorado pela quarentena imposta em todo o Brasil. 

"Apesar de entender a importância das medidas já adotadas para reduzir os impactos da crise, os transportadores acreditam na necessidade da aplicação de medidas de apoio mais consistentes. É fundamental que elas sejam aplicadas a todas as empresas, independentemente de seu porte. Só assim será possível assegurar empregos e manter a operação dos serviços de transporte, essenciais para o abastecimento do país", afirma.

Segundo a entidade, o cenário poderia ser ainda pior caso não houvesse as alternativas previstas na medida provisória n.º 936/2020, que prevê a possibilidade de suspensão temporária dos contratos de trabalho e de redução da carga horária com proporcional redução de salário.

Suspensão ou redução salarial

Para evitar cortes no quadro de pessoal, dos transportadores entrevistados, 47,5% já suspenderam ou pretender suspender, temporariamente, os contratos de trabalho nos próximos 30 dias.

Dos que já suspenderam, 52,5% realizaram a suspensão do contrato de até 49 empregados; e 23,2%, de cem ou mais empregados.

Além disso, 47,9% poderão reduzir a carga horária dos seus empregados até o final de maio.

Entre os transportadores que optaram pela redução da jornada de trabalho com proporcional redução salarial, 60,8% decidiram pela redução de 25%; 49,7%, pela redução de 50%; e 30,7%, pela redução de 70%. 

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