Economia Atividade econômica brasileira recua 1% em agosto, indica FGV

Atividade econômica brasileira recua 1% em agosto, indica FGV

Apesar da queda, monitor do PIB aponta para o crescimento de 0,7% no trimestre e confirma trajetória de recuperação

  • Economia | Do R7

Economia opera em ritmo 4,4% maior do que há um ano

Economia opera em ritmo 4,4% maior do que há um ano

Rebecca Cook/Reuters - 18/05/2020

A atividade econômica brasileira encolheu 1% em agosto, na comparação com julho, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (19) pelo Monitor do PIB (Produto Interno Bruto), da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Apesar da queda na série dessazonalizada, o indicador aponta para o crescimento de 0,7% no trimestre compreendido entre junho e agosto e de 4,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV, avalia que o indicador mostra para a manutenção da trajetória de recuperação da economia após a forte queda de 2020 devida à pandemia. Ele destaca o papel do setor de serviços, que chegou a ter taxa mensal negativa de 22,8% e que apresentou taxas positivas elevadas desde abril deste ano.

"Este desempenho se deve à maior abrangência da vacinação que possibilitou a maior interação entre as pessoas com idas a hotéis, bares, restaurantes, viagens, etc. Isto é compatível com o consumo de serviços por parte das famílias que no mês de agosto cresceu 8,2%”, afirma Considera.

Os resultados mostram ainda que, caso os fatores sazonais da série do PIB utilizados sejam aqueles do período de 2000 até 2019, a taxa de variação em agosto de 2021 seria de -2,3%, inferior à de 1% observada considerando todo o período de 2000 até agosto de 2021.

Esses resultados sugerem que as taxas ajustadas sazonalmente devem ser analisadas com cautela pois a pandemia pode ter influenciado os fatores sazonais não apenas por razões econômicas como também estatísticas.

O consumo das famílias cresceu 6,5% no trimestre móvel finalizado em agosto em comparação ao mesmo período do ano passado. O resultado é motivado, principalmente, pelo crescimento de serviços (9,8%).

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