Coronavírus

Economia Atividade industrial acelera em setembro, aponta pesquisa da CNI

Atividade industrial acelera em setembro, aponta pesquisa da CNI

Confederação diz que recuperação mais rápida e intensa que a prevista fez com que melhorasse a situação financeira das empresas

CNI aponta para recuperação da indústria

CNI aponta para recuperação da indústria

Wesley Santos/ Estadão Conteúdo - 22.10.2020

A atividade industrial acelerou em setembro, com aumento significativo das contratações, de acordo com a Sondagem Industrial, divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) nesta segunda-feira (26). 

"A recuperação mais rápida e intensa que prevista fez com que melhorasse a situação financeira das empresas. O empresário mostra satisfação com a situação financeira e insatisfação apenas moderada com relação às suas margens de lucro", afirma a CNI. 

Apesar das altas na produção, os estoques seguem em queda e abaixo do desejado pela indústria, sendo a falta e o custo alto dos insumos os principais problemas enfrentados pelas empresas no terceiro trimestre do ano. Segundo a CNI, "o crescimento desse problema reflete a redução dos estoques desde o início da pandemia, a desmobilização das cadeias produtivas e o descompasso entre a oferta e demanda de insumos com a rápida e inesperada recuperação da atividade, além dos impactos do câmbio sobre os preços". 

Outros problemas que afetaram a indústria em setembro foram a elevada carga tributária e a taxa de câmbio. 

Aumento nas contratações

O índice de evolução do número de empregados alcançou 55,3 pontos no mês, sendo 1,5 ponto superior ao registrado em agosto. O resultado é o maior da série histórica, iniciada em 2011. 

No entanto, "faz-se necessário observar que as altas registradas desde junho foram precedidas por fortes quedas observadas entre os meses de março a maio, que levaram o emprego a um patamar muito baixo. Dessa forma, os aumentos do emprego são medidos em relação a esse patamar baixo gerado pela crise".

Para a realização da pesquisa, a CNI consultou 1.881 empresas, sendo 734 de pequeno porte, 674 de médio porte e 473 de grande porte. Os dados foram coletados de 1 a 14 de outubro deste ano. 

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