Economia  Auxílio emergencial atinge 23,7% dos domicílios do país em 2020

 Auxílio emergencial atinge 23,7% dos domicílios do país em 2020

Impacto do benefício pode ter influenciado aumento na média de rendimento domiciliar per capita no Norte e Nordeste

  • Economia | Do R7

Regiões Norte e Nordeste tiveram mais domicílios com beneficiários

Regiões Norte e Nordeste tiveram mais domicílios com beneficiários

ANDRE MELO ANDRADE/MYPHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO-22/08/2020

O auxílio emergencial, criado pelo governo federal para diminuir o impacto da pandemia do coronavírus na população de trabalhadores informais e de baixa renda, atingiu 23,7% dos domicílios do país em 2020. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta sexta-feira (19), o benefício foi avaliado com outros programas sociais, que em 2019 atingiam apenas 0,7% dos domicílios.

Como parte dos beneficiários do Bolsa Família passou a receber o auxílio emergencial, em 2020 houve redução na proporção de domicílios que recebiam esse programa (de 14,3% para 7,2%). Já a proporção de domicílios que recebiam BPC-Loas passou de 3,5% para 3,1% no período.

Essas e outras informações fazem parte da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) – Rendimento de Todas as Fontes 2020. 

As regiões Norte e Nordeste apresentavam as maiores proporções de domicílios com beneficiários de programas sociais: 12,9% e 14,2%, respectivamente, recebiam
rendimento do Bolsa Família; 5% e 4,5% recebiam rendimento do BPC-Loas; e 32,2% e 34% recebiam rendimento de outros programas sociais, principalmente o auxílio emergencial.

No entanto, a Região Sul tinha as menores proporções, independentemente
do programa: Bolsa Família (2,9%), BPC-Loas (1,7%) e outros programas sociais (14,4%).

O aumento expressivo na proporção de domicílios que recebiam outros programas
sociais, entre 2019 e 2020, ocorreu nas duas grandes regiões.

Entre 2019 e 2020, apenas as regiões Norte e Nordeste apresentaram aumento na média de rendimento domiciliar per capita (17,8% e 16,2%, respectivamente), o que pode ter relação com o recebimento do auxílio emergencial no último ano.

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