Pandemia da pobreza

Economia Banco Mundial alerta que covid-19 afetará economia no 1º semestre

Banco Mundial alerta que covid-19 afetará economia no 1º semestre

Em relatório anual, a instituição estima que desempenho do setor de serviços dependerá da imunização da população

Reuters
Pessoas caminham em frente  loja de comércio popular em São Paulo

Pessoas caminham em frente loja de comércio popular em São Paulo

Paulo Whitaker/Reuters

O Banco Mundial projeta que a economia brasileira crescerá 3% neste ano, puxada pelo expressivo carregamento estatístico vindo de 2020, informou o organismo em relatório divulgado nesta segunda-feira (29), no qual, contudo, ressalvou que a escalada de casos e óbitos decorrentes da pandemia da covid-19 vai enfraquecer o nível de atividade no primeiro semestre do ano.

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Em seu Relatório Semestral para a América Latina e o Caribe, desta vez com o tema "Renewing with Growth" (Renovando com Crescimento, em tradução livre), a instituição estima que a indústria vai liderar a recuperação, enquanto o desempenho do setor de serviços dependerá da imunização da população.

Pelas estimativas do Banco Mundial, a recuperação econômica doméstica ficará atrás da de outros pares latino-americanos, como México (4,5%), Chile (5,5%) e Colômbia (5%) neste ano.

Ao comentar a recente reedição do programa do auxílio emergencial aos mais vulneráveis, o Banco Mundial destacou que, apesar de as projeções apontarem adição do equivalente a 0,6% do PIB (Produto Interno Bruto) ao déficit primário antes projetado, a medida apoiará o consumo das famílias e atenuará o aumento da pobreza.

As estimativas da instituição apontam dívida pública bruta encerrando o ano a 89,7% do PIB e também incerteza na recuperação do mercado de trabalho, uma vez que a geração de empregos depende de um cenário de retomada sustentada e implementação de reformas estruturais.

Dentre os riscos e desafios atribuídos ao país, o Banco Mundial pontua que são necessárias reformas de cunho econômico que permitam abertura do comércio, privatização de empresas públicas e flexibilização das despesas públicas, além das reformas tributária e administrativa.

O déficit nominal será de 6,2% do PIB, abaixo dos 14,2% de 2020, conforme cálculos do Banco Mundial. As transações correntes terão rombo de 1,5% do PIB, pior que o resultado negativo de 0,9% do ano passado.

O PIB crescerá 2,5% em 2022 e 2,3% em 2023, ainda de acordo com previsões do organismo.

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