Economia Bancos da Grécia não abrirão nesta segunda-feira

Bancos da Grécia não abrirão nesta segunda-feira

BCE informou que vai congelar nível de empréstimos de emergência para os bancos do país

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Até sexta-feira (26), o BCE estava estendendo quase 89 bilhões de euros (US$ 99,4 bilhões) em assistência aos bancos gregos

Até sexta-feira (26), o BCE estava estendendo quase 89 bilhões de euros (US$ 99,4 bilhões) em assistência aos bancos gregos

Reprodução/BBC

Os bancos gregos permanecerão fechados nesta segunda-feira (29), disse o funcionário de uma instituição financeira neste domingo (28), depois de uma reunião entre o ministro das Finanças Yanis Varoufakis, o presidente do Banco da Grécia, Yannis Stournaras, e os chefes dos quatro principais credores da Grécia.

O BCE (Banco Central Europeu) informou mais cedo que vai congelar por enquanto o nível de empréstimos de emergência para os bancos gregos ao patamar da sexta-feira, uma decisão que pode deixar o país mais perto de ter de impor controles de capital para interromper o avanço dos saques de depósitos, que parecem ter acelerado ao longo do fim de semana.

"O Conselho está disposto a reconsiderar a sua decisão", disse o BCE depois de uma teleconferência, uma indicação de que o quer manter suas opções em aberto em meio a negociações difíceis entre a Grécia e os seus credores sobre seu programa de resgate, que expira terça-feira.

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Essas negociações fracassaram no fim de semana, depois de Atenas anunciar um referendo para que o público decida sobre o rumo do país.

Até sexta-feira (26), o BCE estava estendendo quase 89 bilhões de euros (US$ 99,4 bilhões) em assistência de liquidez emergencial para os bancos gregos. A decisão de manter inalterado o nível significa que não haverá mais captação (funding) extra para cobrir nova fuga de depósitos.

"Continuamos a trabalhar em estreita colaboração com o Banco da Grécia", disse o presidente do BCE, Mario Draghi.

A decisão do BCE veio menos de dois dias após o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras surpreender líderes europeus, ao anunciar um referendo na Grécia sobre a aceitação das condições de credores do país para desbloquear a ajuda financeira.

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