Economia Bank of America corta previsão de Ibovespa para 76 mil pontos no final de 2020

Bank of America corta previsão de Ibovespa para 76 mil pontos no final de 2020

BOVESPA-BOFA-IBOVESPA:Bank of America corta previsão de Ibovespa para 76 mil pontos no final de 2020

Reuters - Economia

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - O Bank of América atualizou suas previsões para o mercado acionário na América Latina, incluindo corte na estimativa para o Ibovespa no final do ano a 76 mil pontos, de 87 mil anteriormente, de acordo com relatório enviado a clientes nesta segunda-feira.

A equipe do banco norte-americano cita as revisões nas projeções econômicas anunciadas na semana passada, destacando a falta de uma resposta política efetiva para controlar a disseminação do vírus. Eles passaram a esperar uma retração global de 2,7% em 2020.

Na América Latina, a expectativa é de contração de 4,4%, com a economia do Brasil encolhendo 3,5%. O BofA também espera mais revisões para baixo nas projeções para os lucros das empresas brasileiras nos próximos meses. Também reduziu sua alocação no país, mas manteve recomendação 'overweight'.

O cenário base para o Ibovespa contempla uma profunda queda na atividade, mas com recuperação gradual até o final de 2020. Eles veem a economia recuperando-se em 2021, mas com lucros por ação abaixo dos níveis de 2019. Para o Bofa, os resultados das empresas devem cair 20% em 2020 e crescer 15% em 2021.

No cenário mais otimista, que contempla uma profunda queda na atividade, mas mais curta do que a esperada neste ano e se normalizando até o segundo semestre, BofA estima o Ibovespa em 89 mil pontos. No pior cenário, com um impacto na atividade maior do que o esperado, prevê o Ibovespa em 60 mil pontos.

No portfólio para as ações da região, o banco cortou a recomendação para México para 'underweight', de 'marketweight', enquanto elevou Chile para 'marketweight' (de 'underweight'). Também mudou Colômbia para 'marketweight', enquanto Peru foi mantido em 'underweight' e Argentina continuou sem alocações.

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