Coronavírus

Economia Barril de petróleo toca R$ 400 pela 1ª vez desde início da pandemia

Barril de petróleo toca R$ 400 pela 1ª vez desde início da pandemia

Recorde ocorre após o Senado dos Estados Unidos ter aprovado um pacote de estímulos de R$ 10,8 trilhões

Reuters

Os preços do petróleo subiram para além de R$ 400 (US$ 70) por barril pela primeira vez desde o início da crise do coronavírus nesta segunda-feira (8), após o Senado dos Estados Unidos ter aprovado um pacote de estímulos de R$ 10,8 trilhões (US$ 1,9 trilhão) e com um grupo do Iêmen atacando instalações de petróleo na Arábia Saudita.

O petróleo Brent subia R$ 1,48 (US$ 0,26), ou 0,37%, a R$ 396,8 (US$ 69,62) por barril, às 9:41 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos avançava R$ 1,48 (US$ 0,26), ou 0,39%, a R$ 278,2 (US$ 66,35) por barril.

Mais cedo, o Brent, referência internacional, chegou a tocar US$ 406,9 (US$ 71,38) por barril, maior nível desde 8 de janeiro de 2020. Já o barril nos EUA atingiu antes R$ 387,5 (US$ 67,98) por barril, maior valor desde outubro de 2018. Tanto o Brent quanto o petróleo nos EUA avançaram por quatro sessões consecutivas.

Além do pacote de estímulo nos EUA, aprovado no sábado, forças Houthi no Iêmen atacaram a Arábia Saudita com drones e mísseis, mirando alvos que incluíram uma instalação da Saudi Aramco em Ras Tanura que é vital para exportações. Mas o governo saudita disse que não houve feridos e nem danos às instalações.

"Isso sugere que podemos ver um potencial de alta no curto prazo no mercado, particularmente porque o mercado provavelmente agora precisa precificar algum tipo de prêmio de risco, com esses ataques aumentando em frequência", disseram analistas da ING em relatório.

Os preços têm apontado tendência de alta desde um acordo na semana passada da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados incluindo a Rússia --grupo conhecido como Opep+-- para manter cortes de produção apesar da alta nos preços do petróleo.

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