Novo Coronavírus

Economia BC espera queda de 6,4% no PIB em 2020 por causa da pandemia

BC espera queda de 6,4% no PIB em 2020 por causa da pandemia

Relatório da instituição aposta que o segundo semestre será o pior da história recente, mas crê em retomada a partir de julho

  • Economia | Do R7

BC teme consequências de uma possível segunda onda

BC teme consequências de uma possível segunda onda

Pixabay

Na divulgação do relatório trimestral de inflação, nesta quinta-feira (25), o Banco Central (BC) apostou em uma queda de 6,4% no PIB (Produto Interno Bruto) em 2020. Anteriormente, a instituição apostava apenas que não haveria crescimento neste ano.

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O tombo é culpa da pandemia da covid-19 e das medidas de isolamento social impostas no país desde março. 

De acordo com o documento do BC, as economias emergentes, entre as quais o Brasil, "tiveram seus desafios amplificados durante o momento mais agudo da pandemia".

"Essas economias enfrentaram choques adversos de preços de ativos, com queda substancial nos preços de commodities, aperto das condições financeiras globais e redução do apetite ao risco."

A derrocada ocorre também nas nações mais ricas do planeta. "Indicadores mensais sugerem que, embora o pico da pandemia já tenha ocorrido nesses países, as divulgações do segundo trimestre devem trazer quedas extraordinárias nos números de atividade das economias centrais, com alguma recuperação na China, que iniciou seu processo de reabertura gradual a partir de abril.'

A instituição aposta que o terceiro trimestre será de recuperação, após "o pior semestre para a atividade global na história recente", mas se preocupa com a possível segunda onda da covid-19.

"O controle da pandemia em algumas regiões tem permitido a flexibilização das medidas restritivas e a retomada gradual das atividades, colocando a recuperação disseminada, porém gradual, como cenário central para a atividade a partir do terceiro trimestre. Incertezas quanto a uma segunda onda e possíveis efeitos persistentes sobre o produto potencial das economias são riscos importantes."

O banco acredita que há sinais positivos na economia brasileira desde o mês passado, mas ainda incipientes, admite. "Indicadores mais tempestivos referentes à produção industrial sinalizam ligeira recuperação da atividade em maio, relativamente a abril."

Entre as principais preocupações levantadas no relatório estão, além da paralisação de boa parte da indústria, do fechamento do comércio e serviços, a abrupta redução do número de trabalhadores formais no país. 

"Indicadores mais tempestivos do mercado formal de trabalho evidenciam continuidade do movimento de eliminação de postos de trabalho. Os pedidos de seguro desemprego, divulgados pelo Ministério da Economia, aumentaram 53,0% em maio frente igual mês de 2019, com destaque para os aumentos de pedidos nos setores de Indústria (80,4%), Serviços (66,9%) e Comércio (35,7%)."

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