BC: Setores mais afetados pelo isolamento seguem contraídos

Roberto Campos Neto disse que há uma "recuperação parcial da atividade" e defendeu crescimento "mais sustentável e mais inclusivo"

"Há oportunidades para se reinventar", avalia Campos Neto

"Há oportunidades para se reinventar", avalia Campos Neto

Pedro França/Agência Senado - 26.2.2019

O presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto, reafirmou nesta quarta-feira (12) que os setores mais afetados por isolamento social permanecem deprimidos no Brasil. Segundo ele, há uma "recuperação parcial da atividade".

Campos Neto citou hoje, como um "desafio adicional" no período pós-covid-19, o crescimento "mais sustentável e mais inclusivo". Além disso, destacou mudanças nas cadeias globais de valor.

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Ao mesmo tempo, Campos Neto afirmou que os juros baixos e o ambiente de alta liquidez no mundo são oportunidades. "Há desafios, mas também oportunidades para se reinventar com recursos privados", pontuou.

Liquidez

O presidente do BC disse ainda que os programas dos bancos centrais durante a pandemia do novo coronavírus resultam em "grande injeção de liquidez nos sistemas financeiros". Ao tratar das ações adotadas por governos de países emergentes, no entanto, ele ponderou que boa parte destes países tem "escopo limitado" para atuação convencional.

Campos Neto também reforçou uma ideia já expressa em outros eventos: a de que, "se não administrados adequadamente, problemas de liquidez pode se tornar problemas de solvência".

As considerações constam de apresentação do presidente do BC feita por videconferência no evento "Diálogos do Conhecimento", organizado pela Petrobras. O evento é fechado à imprensa, mas o BC disponibilizou em seu site a apresentação de Campos Neto.