BID aprova empréstimo de R$ 5 bi para Brasil pagar auxílios

Dinheiro será utilizado para pagamento do auxílio emergencial, Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda e Bolsa Família

Empréstimo poderá ser pago em 25 anos

Empréstimo poderá ser pago em 25 anos

Guilherme Dionízio/Estadão Conteúdo - 13.08.2020

O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) aprovou nesta quinta-feira (13) um empréstimo de US$ 1 bilhão, equivalente a R$ 5 bilhões, para auxiliar o governo federal no pagamento de iniciativas como o auxílio emergencial, o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda e o Bolsa Família. 

De acordo com o BID, "o intuito é unir forças para que o Brasil responda à COVID-19 de forma eficaz, mitigando os efeitos negativos da pandemia". 

O crédito fornecido pelo BID terá um prazo de pagamento de 25 anos, com carência de 5 anos e meio e taxa de juros baseada na LIBOR (London Interbank Offered Rate). 

O representando do BID para o Brasil, Morgan Doye, afirmou que os desafios trazidos pela pandemia são inéditos e ainda não se sabe quanto tempo seus impactos vão durar. 

“Em um país grande e heterogêneo como o Brasil, a complexidade é ainda maior. O Grupo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) está empenhado em ajudar o governo e os cidadãos brasileiros a atravessar essa crise e a pensar nos próximos passos para retomar o crescimento que será mais do que nunca necessário", afirmou Doyle. 

Divisão dos recursos

O dinheiro será distribuído em dois grupos de programas emergenciais.

O primeiro grupo engloba US$ 400 milhões (R$ 2 bilhões) para custear o auxílio emergencial e US$ 200 milhões (R$ 1 bilhão) para ajudar a financiar o Bolsa Família. 

Já o segundo grupo focará na preservação do emprego e renda no setor formal, destinando US$ 400 milhões (R$ 2 bilhões) para poiar o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.

Outros empréstimos

O governo federal pretende pedir, ao todo, US$ 4,01 bilhões (R$ 21,9 bilhões) em empréstimos a órgãos internacionais. Além do valor aprovado pelo BID, o governo deve pedir US$ 1 bilhão para o Banco Mundial, o New Development Bank e o banco do Brics.

Fechando o pacote total também estão pedidos de empréstimos de US$ 420 milhões do banco de desenvolvimento alemão KfW, US$ 350 milhões da Corporação Andina de Fomento e US$ 240 milhões da Agência Francesa de Desenvolvimento.

Todo o dinheiro será usado para o financiamento de despesas relacionadas à crise causa pelo coronavírus.