Economia Bolsa sobe pelo 2º dia seguido com cenário melhor sobre covid-19 

Bolsa sobe pelo 2º dia seguido com cenário melhor sobre covid-19 

Principal índice da bolsa paulista fechou o dia longe das máximas da sessão, quando se aproximou de 80 mil pontos

Reuters
Volume financeiro da sessão alcançou os R$ 26,7 bilhões.

Volume financeiro da sessão alcançou os R$ 26,7 bilhões.

Paulo Whitaker/Reuters - 24.8.2015

O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira (7) pelo segundo pregão seguido, com bancos entre as principais altas, embora o enfraquecimento dos pregões nos Estados Unidos tenha afastado o principal índice da bolsa paulista das máximas da sessão, quando se aproximou de 80 mil pontos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 3,08%, a 76.358,09 pontos, aplós marcar 79.855,48 pontos no melhor momento do dia. O volume financeiro somava R$ 26,7 bilhões.

A trajetória positiva nos mercados globais nesta sessão refletiu perspectivas de que o ritmo de contágio em algumas regiões na Europa e mesmo nos EUA pode ter alcançado o pico, ou estar próximo disso, mas a piora das bolsas em Nova York, seguida pelo Ibovespa, ao longo do dia sinaliza que as incertezas continuam elevadas.

Ainda há dúvidas relevantes sobre o efeito das medidas de restrição de circulação nas economias, bem como o momento em que terá início a retomada da atividade econômica.

O BNP Paribas voltou a revisar sua projeção para o PIB do Brasil e agora espera contração de 4% em 2020, acompanhada de forte deterioração fiscal. Eles calculam que, em razão de medidas para atenuar os efeitos da pandemia, a dívida bruta deve subir para cerca de 90% do PIB.

O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, afirmou que o setor público consolidado brasileiro caminha para registrar um déficit primário de até R$ 500 bilhões neste ano por causa do impacto da crise do covid-19, mas frisou que a questão fiscal não é prioritária no momento.

Destaques 

- BRADESCO PN e ITAÚ UNIBANCO PN subiram 3,76% e 3,7%, respectivamente, com o setor mostrando ganhos expressivos. BANCO DO BRASIL ON ganhou 4,7%.

- PETROBRAS PN fechou com elevação de 3,99% e PETROBRAS ON mostrou aumento de 2,54%, mesmo com a queda do petróleo no exterior. A petrolífera aprovou uma produção de petróleo no Brasil para abril de 2,07 milhões de barris por dia (bpd), enquanto acena com parcelamento de fatura de distribuidoras de gás. Ainda, o Credit Suisse reduziu o preço-alvo do ADR para 14 dólares, de 21 dólares antes, mas manteve a recomendação 'outperform'.

- VALE ON avançou 1,51%, acompanhando o movimento de papéis de mineração e siderurgia na Europa, diante das perspectivas mais positivas para a retomada da economia chinesa após o efeito negativo do novo coronavírus.

- GOL PN subiu 7,88%. A aérea suspendeu suas projeções e estimou manter a maior parte de sua frota em terra em abril e maio, além de divulgar outras medidas e projeções preliminares para o resultado do primeiro trimestre. AZUL PN fechou estável, com a sessão marcada pela divulgação de dados de tráfego em março, que refletiram os primeiros impactos da pandemia de Covid-19. Na máxima, mais cedo, saltou 14,7%.

- SUZANO ON caiu 7,07%, entre as poucas baixas da sessão, marcada pelo declínio do dólar ante o real. O papel também vem de uma valorização de mais de 11% nos primeiros pregões de abril. KLABIN UNIT recuou 2,37%.

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