Novo Coronavírus

Economia Bolsonaro adia reajuste no preço dos medicamentos

Bolsonaro adia reajuste no preço dos medicamentos

Aumento previsto era de 4,08%, em média, e começaria a valer na quarta-feira (1º). Itens para tratamento do coronavírus manteriam preços

  • Economia | Márcia Rodrigues, do R7

Bolsonaro firmou acordo com indústria para adiar reajuste de medicamentos

Bolsonaro firmou acordo com indústria para adiar reajuste de medicamentos

Marcos Corrêa/PR - 27.03.2020

Em meio à epidemia do coronavírus, o presidente da República, Jair Bolsonaro, anunciou que firmou acordo com a indústria farmacêutica para adiar o reajuste no preço dos medicamentos. O aumento começaria a valer a partir desta quarta-feira (1º).

O presidente usou a sua página na rede social Facebook para fazer o comunicado nesta terça-feira (31), à tarde.

A CMDE (Câmara de Regulação de Medicamentos) havia anunciado que, apesar de a pandemia do coronavírus, o reajuste estava mantido. A exceção era apenas para medicamentos e itens ligados ao tratamento do coronavírus.

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A secretaria executiva da CMED publicou, no Diário Oficial da União, que o Fator de Ajuste de Preços Relativos Entre Setores (Fator Y) foi fixado em 1,20%.

Considerando o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado entre março de 2019 e fevereiro de 2020, que alcançou 3,93%, a previsão de reajuste médio dos medicamentos seria de 4,08%, com  variação entre 3,15% e 5,13%.  

Mais cedo, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), procurada pela reportagem do R7, disse que "os ministérios que compõem a CMED estavam em contato constante tratando de definir a situação do reajuste dos preços dos Medicamentos para 2020. Os percentuais ainda não estão definidos".

Na segunda-feira (30), a Raia Drogasil anunciou que decidiu não repassar o reajuste dos preços dos medicamentos no mês de abril. E que a iniciativa fazia parte de um conjunto de ações da empresa para auxiliar no combate ao avanço do coronavírus.

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