Novo Coronavírus

Economia Bradesco reduz previsão de queda do PIB e vê cenário 'menos negativo'

Bradesco reduz previsão de queda do PIB e vê cenário 'menos negativo'

Melhora nos indicadores e avanço em pesquisas com potenciais vacinas contra a covid-19 'trouxeram sinais mais positivos nas últimas semanas'

  • Economia | Do R7

Avanços nas pesquisas e nas testagens de vacinas trouxeram sinais mais positivos

Avanços nas pesquisas e nas testagens de vacinas trouxeram sinais mais positivos

Pixabay

O Bradesco revisou a estimativa de queda do PIB (Produto Interno Bruto) de -5,9% para -4,5%, com expectativa de crescimento de 3,5% em 2021. De acordo com o banco, que divulgou um relatório com projeções econômicas nesta terça-feira (28), o "cenário vai se desenhando menos negativo que o esperado" diante dos reflexos da pandemia do novo coronavírus

"Além da melhora em diversos indicadores, assim como no restante do mundo, há sinais de alguma estabilização no ritmo de disseminação da doença, reduzindo os temores de uma segunda onda. Os avanços nas pesquisas e nas testagens de vacinas também trouxeram sinais mais positivos nas últimas semanas", diz o documento. 

Os indicadores, muito por conta das vendas do varejo e da produção industrial, apontam para uma “retomada da atividade” com possibilidade de manutenção do otimismo neste início de terceiro trimestre. O banco acredita que alguns setores podem, inclusive, registrar “aceleração” como, por exemplo, o comércio. 

"Destacam-se positivamente o comércio – beneficiado pela reabertura gradual da economia e pelas transferências emergenciais de renda – e a indústria, que foi impulsionada pela redução dos estoques, com o bom desempenho do comércio", complementa. 

O crédito deve continuar avançando ao longo de 2020, com expectativa de crescimento de 5%. O desempenho 'positivo' estaria diretamente relacionado com a redução de juros e a renegociação de dívidas. O Bradesco, com base em dados do Banco Central, espera por uma aceleração de 7,6% para o ano que vem. 

Incertezas sobre o ritmo de recuperação

O ritmo de recuperação da atividade econômica, no entanto, ainda é cercado de algumas incertezas. A possibilidade de novas ondas de contágio e o inevitável fim do Auxílio Emergencial, de acordo com os analistas do banco, "serão decisivos para o ritmo de consumo ao final do ano." 

"Estimamos que o desemprego encerre o ano próximo a 15,0% (taxa em dezembro), refletindo tanto a queda da ocupação – que foi de 8,0% desde fevereiro – como a esperada redução do desalento à medida que as pessoas se sentirem confortáveis para retomar a busca por emprego", projeta o Bradesco. 

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A poupança, entretanto, deve "contribuir para suavizar" o cenário e, assim, evitar consequências muito negativas na expectativa de crescimento para o último trimestre do ano. "A agenda de reformas será retomada e haverá expansão do PIB trimestral próxima à média histórica em 2021, esperamos aceleração do crescimento no próximo ano".  

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