Economia Brasil atinge recorde de 7,5 milhões de trabalhadores subocupados

Brasil atinge recorde de 7,5 milhões de trabalhadores subocupados

Brasil ganhou 511 mil pessoas que trabalham menos horas do que poderiam no segundo trimestre, aponta IBGE

Mais de 5,6 milhões desistiram de procurar emprego

Mais de 5,6 milhões desistiram de procurar emprego

Nacho Doce/Reuters

O número de profissionais que trabalham menos horas do que poderiam trabalhar, classificados como subocupados, saltou 7,3% no segundo trimestre e atinge 7,5 milhões de brasileiros.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o número representa a novas 511 mil pessoas na relação de subocupados e corresponde ao recorde histórico da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgada nesta terça-feira (31).

Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, o indicador subiu 34,4%, quando o Brasil contava com 5,6 milhões de pessoas classificadas como subocupadas.

Por outro lado, o contingente de pessoas subutilizadas, aquelas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas ou na força de trabalho potencial, foi de 32,2 milhões. O volume é 3% menor em relação ao primeiro trimestre (33,2 milhões). A taxa composta de subutilização também foi de 28,6%.

O volume de desalentados, pessoas que desistiram de procurar trabalho devido às condições estruturais do mercado, caiu 6,5% em relação ao primeiro trimestre do ano e alcançou 5,6 milhões. O contingente, no entanto, permanece estável na comparação com o segundo trimestre do ano passado.

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