Economia Brasil cai para a 15ª posição no ranking da indústria global, diz CNI

Brasil cai para a 15ª posição no ranking da indústria global, diz CNI

A indústria nacional, que até o início da década passada respondia por 2% da produção mundial, viu a participação recuar para 1,3%

Agência Estado
Brasil aparece com a menor participação na produção global dos últimos 32 anos

Brasil aparece com a menor participação na produção global dos últimos 32 anos

Nacho Doce/Reuters

O Brasil foi ultrapassado pela Turquia e caiu mais uma posição no ranking da indústria de transformação global. Agora, o país está na 15ª colocação entre os maiores produtores do mundo. A indústria brasileira, que até o início da década passada respondia por 2% da produção mundial, viu essa participação recuar para 1,28%.

O levantamento foi divulgado nesta sexta-feira (14) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) com base em estatísticas, relativas ao ano passado, da Unido (Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial) e da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Na esteira de uma recessão doméstica, entre 2015 e 2016, combinada à perda de espaço em mercados internacionais e maior impacto da pandemia na comparação com outros países, o Brasil já tinha sido ultrapassado nos seis anos anteriores por México, Indonésia, Taiwan e Rússia. Deixou, assim, de aparecer entre os dez maiores produtores industriais do mundo.

Na avaliação da CNI, o ranking retrata a perda de competitividade do Brasil. O levantamento divulgado nesta sexta-feira renova a participação mais baixa do Brasil na produção global em toda a série histórica, iniciada em 1990.

Líder no ranking, a China, cuja indústria responde por 30,45% do total produzido no mundo, aumentou um pouco mais a distância em relação aos Estados Unidos (16,76%) em meio ao contexto de recuperação dos países do choque da pandemia.

Segundo estimativa da CNI, a participação de produtos brasileiros nas exportações mundiais da indústria subiu de 0,77% para 0,81% no ano passado. Ainda assim, o Brasil segue abaixo do patamar de antes da pandemia (0,84% em 2019) e deve ser superado pela Indonésia, caindo mais uma posição, para a 31º colocação, no ranking dos exportadores de bens industriais.

"Precisamos de uma estratégia nacional de comércio exterior, que enderece os velhos desafios de competitividade como a burocracia e os resíduos tributários nas exportações e, ao mesmo tempo, amplie e aprimore nossas redes de acordos comerciais para evitar dupla tributação com parceiros estratégicos", comenta a gerente de comércio e integração internacional da CNI, Constanza Negri.

Últimas