Economia Brasil tem 26,4 milhões de pessoas sem trabalho

Brasil tem 26,4 milhões de pessoas sem trabalho

Dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (23) mostram o número de trabalhadores subutilizados, que estão desocupados, mas poderiam trabalhar

Brasileiros fora do mercado de trabalho

Brasil tem 26,3 milhões de pessoas desocupadas

Brasil tem 26,3 milhões de pessoas desocupadas

Paulo Whitaker/Reuters - 09.01.2018

O Brasil fechou o quarto trimestre de 2017 com 23,6% de trabalhadores subutilizados, o que representa 26,4 milhões de pessoas que potencialmente poderiam trabalhar, mas estão desocupadas.

No terceiro trimestre de 2017, a taxa ficou em 23,9%. No quarto trimestre de 2016, o índice ficou em 22,2%. Já a taxa média anual para 2017 ficou em 23,8%.

De acordo com dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) trimestral, divulgada nesta sexta-feira (23), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os trabalhadores subutilizados são aqueles que estão desocupados, os que trabalham até 40 horas por semana e de pessoas que não estão procurando emprego, mas estariam disponíveis para trabalhar.

A taxa de desocupação no quarto trimestre de 2017 no Brasil (11,8%) apresentou redução de 0,6% em comparação ao terceiro trimestre de 2017 (12,4%) e ficou estatisticamente estável frente ao quarto trimestre de 2016 (12,0%).

Entre os Estados, Piauí (40,7%), Bahia (37,7%), Alagoas (36,5%) e Maranhão (35,8%) apresentaram as maiores taxas de subutilização da força de trabalho no quarto trimestre. Já Santa Catarina (10,7%), Mato Grosso (14,3%), Rio Grande do Sul (15,5%) e Rondônia (15,8%) tiveram as menores taxas. Em comparação ao terceiro trimestre de 2017, teve uma diminuição do indicador em quase todas as regiões: Norte (de 12,2% para 11,3%), Nordeste (de 14,8% para 13,8%) e Sudeste (de 13,2% para 12,6%).

Apesar da queda na comparação trimestral, o Nordeste (13,8%) permaneceu com a maior taxa de desocupação entre todas as regiões. Na comparação anual, a taxa recuou nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, permanecendo estável no Sudeste e no Sul.

No quarto trimestre de 2017, os Estados que apresentaram as maiores taxas de desocupação foram: Amapá (18,8%), Pernambuco (16,8%), Alagoas (15,5%), Rio de Janeiro (15,1%) e Bahia (15,0%). Já em Santa Catarina (6,3%) Mato Grosso do Sul (7,3%), Mato Grosso (7,3%), Rondônia (7,6%) e Rio Grande do Sul (8,0%) foram observadas as menores taxas.

A participação da população preta no contingente de pessoas desocupadas teve um aumento de 9,6% em 2012 para 11,9% em 2017.

Pela primeira vez, a Pnad Contínua mostrou dados sobre o desalento. De acordo com o instituto, a população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por: não conseguir trabalho por falta de experiência, por ser muito jovem, idosa ou não encontrar trabalho na localidade; e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial.

Com isso, o contingente de desalentados foi de 4,3 milhões, o maior da série histórica iniciada em 2012. O Nordeste tinha 59,7% do total de desalentados. Entre os Estados, os maiores números estavam na Bahia (663 mil) e Maranhão (410 mil). A taxa de desalento no quarto trimestre ficou em 3,9% da força de trabalho ampliada do Brasil, com Alagoas apresentando a maior taxa entre os Estados (15,4%).

A taxa combinada de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas e desocupação foi de 18% no quarto trimestre de 2017. Os índices representam 6,5 milhões e 12,3 milhões, respectivamente. No terceiro trimestre, o indicador tinha ficado em 18,5%. A taxa média do ano foi de 18,4%. O indicador inclui pessoas ocupadas com jornada inferior a 40 horas semanais que gostariam de trabalhar por um período maior, somadas às pessoas que estã em busca de um emprego.