Economia Centrais sindicais protestam nesta quarta-feira contra mudanças em benefícios sociais

Centrais sindicais protestam nesta quarta-feira contra mudanças em benefícios sociais

Ato pede a anulação das MPs que alteram regras da pensão e seguro-desemprego

Centrais sindicais protestam nesta quarta-feira contra mudanças em benefícios sociais

Em São Paulo, ato começará no MASP

Em São Paulo, ato começará no MASP

Paulo Liebaert/AE

As seis maiores centrais sindicais do País promovem nesta quarta-feira (28), a partir das 9h, uma manifestação para pedir a anulação das MPs (Medidas Provisórias) 664 e 665, anunciadas no fim do ano passado. As medidas alteram as regras da pensão, auxílio-doença e seguro-desemprego.

Durante o ato, que começará no MASP (Museu de Arte de São Paulo), na Avenida Paulista, e seguirá em passeata, os representantes das centrais farão duas paradas — uma no prédio do Ministério da Fazenda e outra na Petrobras — para entregar um documento expressando a insatisfação dos trabalhadores.

De acordo com o secretário de Organização e Políticas Sindicais da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Francisco Pereira de Souza, o objetivo é discutir a defesa dos direitos e o emprego dos trabalhadores, porque, na avaliação das seis centrais sindicais, as medidas do governo vão causar prejuízos importantes para a sociedade.

— Nossa mobilização é também em função de um certo descontentamento, porque estivemos com o governo em algumas ocasiões, e a nós foi dito que os trabalhadores não teriam nenhuma surpresa, e que não haveria mudança em seus direitos. Mas fomos surpreendidos. Não concordamos com elas [medidas provisórias], nem com a forma como foram anunciadas. Vamos propor que o governo reveja as medidas.

Leia mais sobre Economia e ajuste suas contas

Governo pode rever mudanças no seguro-desemprego, segundo jornal

Para o representante da NCTS (Nova Central Sindical) Luiz Gonçalves, é preciso que o governo não apenas minimize os efeitos das MPs para os trabalhadores, mas também atender às reivindicações feitas há muito tempo.

— São documentos que estão protocolados desde o momento da campanha eleitoral.

João Carlos Gonçalves, secretário-geral da Força Sindical, acha que as medidas prejudicarão, não somente os trabalhadores, mas a economia do País.

— Quanto mais renda e consumo, mais a indústria trabalha e há geração de empregos. Queremos dar uma resposta ao governo de que as MPs prejudicam o desenvolvimento do País. Faremos o possível para que o governo modifique as propostas.

O secretário-geral da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Sérgio Nobre, destaca que é preciso resgatar um compromisso de campanha da presidenta Dilma Rousseff. Ela disse que não faria ajustes na produção industrial ou nos direitos trabalhistas. Para Nobre, as medidas empurrarão o País para uma crise econômica.

— O pacote anunciado dia 30 de dezembro restringe a produção, o crédito, aumenta juros. E o pacote dos direitos sociais afeta a aposentadoria e o seguro-desemprego, o que é inaceitável. Hoje um trabalhador que se aposenta sofre o redutor do fator previdenciário, e agora, além disso, quando ele falece, há um novo redutor sobre a pensão

O secretário-geral da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Wagner Gomes, explica que o protesto é preparatório para uma grande manifestação no dia 26 de fevereiro.

— Não vamos aceitar calados que se estabeleça uma política econômica que vai levar o País a uma paralisação. As MPs são restritivas e a consequência é a demissão [de trabalhadores].

Álvaro Egea, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), ressaltou que não é possível o Brasil continuar no caminho do desenvolvimento e valorização do emprego com a política anunciada pelo governo.

— O governo foi capturado pela política derrotada nas urnas. É uma contradição muito grande. Não só os trabalhadores, mas há setores do governo e empresários que também discordam. Não vamos aceitar que, para recuperar a economia, coloque-se em primeiro lugar o interesse do capital financeiro.

Também estão previstas manifestações conjuntas nas cidades de Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Belém (PA), Salvador (BA), Manaus (AM), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE) e Rio de Janeiro (RJ).

Seja bombardead@ de boas notícias. R7 Torpedos

Moda, esportes, política, TV: as notícias mais quentes do dia