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Economia Cerca de 300 mil deixaram o home office no Brasil em julho, diz Ipea

Cerca de 300 mil deixaram o home office no Brasil em julho, diz Ipea

Pesquisa aponta que 8,4 milhões de profissionais ainda atuavam remotamente no mês, dos quais 7,06 milhões têm a carteira assinada

Mulheres são a maioria dos profissionais em home office

Mulheres são a maioria dos profissionais em home office

Emerson Santos/ Fotoarena/ Estadão Conteúdo - 23.06.2020

O número de profissionais em trabalho remoto no Brasil caiu de 8,7 milhões em junho para 8,4 milhões em julho, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (21) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). A pesquisa aponta que 7,06 milhões (84%) dos que seguem em home office são trabalhadores formais.

De acordo com o levantamento, a maioria das pessoas em trabalho remoto são mulheres (55,7%), pessoas de cor brancas (64,5%) e com idade de 30 a 39 anos (32,1%).

Em termos de escolaridade, mais de 70% das pessoas em home office possuem nível superior completo. Profissionais das ciências e intelectuais correspondem à metade (51%) de todos os trabalhadores remotos.

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Por outro lado, profissionais operacionais apresentaram menores percentuais de força de trabalho em home office em julho. É o caso de trabalhadores agrícolas, artesãos, operadores de máquinas, vendedores e trabalhadores do comércio.

Regiões

O estudo mostra ainda que a distribuição do trabalho remoto varia entre as regiões brasileiras. A maioria dos trabalhadores remotos encontram-se no Sudeste (57,9%), seguido pelo Nordeste (16,8%), Sul (14,8%), Centro-Oeste (7,5%) e o Norte (3%).

Os Estados que mais subiram no ranking de trabalho remoto foram Bahia, Paraná, Minas Gerais, Alagoas e Santa Catarina, enquanto Espírito Santo e Piauí registraram as maiores quedas. Distrito Federal (25,2), Rio de Janeiro (19,1%) e São Paulo (16,8%) continuaram com os maiores percentuais de trabalhadores em home office.

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