Economia Chuva reduz escassez hidrelétrica, mas ações continuam, diz ministro

Chuva reduz escassez hidrelétrica, mas ações continuam, diz ministro

Segundo Bento Albuquerque, há muito trabalho a ser feito para reabastecer os reservatórios e as bacias hidrológicas

Reuters
Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque

Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque

Adriano Machado/Reuters-11/08/2021

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse nesta quarta-feira (3) que a escassez hídrica que está causando uma crise nas hidrelétricas do país, associada por muitos especialistas às mudanças climáticas, melhorou após chuvas recentes.

Durante a cúpula do clima COP26 em Glasgow, Albuquerque afirmou a jornalistas que ainda há muito trabalho a ser feito para reabastecer os reservatórios e as bacias hidrológicas brasileiras. Ele repetiu declarações anteriores de que o racionamento de energia não seria necessário devido à redução de produção das hidrelétricas.

"A escassez hídrica permanece. Estamos em melhores condições agora com o início da temporada das chuvas. Nós temos um trabalho ainda para recuperar os nossos reservatórios", disse ele.

Albuquerque já havia afirmado anteriormente que acreditava que a crise, o pior período úmido em mais de 90 anos no Brasil, estivesse ligada às mudanças climáticas, que levam a secas mais extremas em todo o mundo, inclusive em lugares como a costa oeste dos Estados Unidos.

O ministro disse também que o Brasil vai incrementar ainda mais seus recursos de energia renovável, que já respondem por 85% da eletricidade do país, com o lançamento em dezembro de um marco regulatório para a energia eólica offshore.

Os parques eólicos offshore serão incluídos nos leilões de energia do Brasil a partir do próximo ano, disse ele. O Brasil tem potencial para construir até 700 gigawatts em capacidade eólica offshore, de acordo com o ministério.

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