CNI considera acertado corte de Selic e defende avanço na agenda de reformas

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central acertou ao reduzir a taxa de juros Selic para 4,25% ao ano. "A queda dos juros era esperada, porque a inflação está sob controle. Além disso, há a frustração com o fraco desempenho da indústria no fim de 2019 e mais o surto de coronavírus, que terá impactos negativos sobre a economia mundial", afirmou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, em nota divulgada há pouco.

O executivo afirma ainda que diante do cenário de incertezas, as estimativas de crescimento da economia brasileira estão sendo reduzidas. "Neste momento, a redução dos juros é indispensável para estimular o consumo das famílias e o investimento das empresas", destacou na nota.

A CNI avalia que há espaço para outros cortes na taxa de juros, principalmente se houver avanço na agenda de reformas. "Importantes avanços para melhorar os fundamentos da economia, como a redução dos juros, o controle da inflação e a aprovação da reforma da Previdência, foram feitos em 2019. Mas é preciso fazer ainda mais", afirma Andrade.

A entidade defende que o governo, Congresso, empresários e demais segmentos da sociedade se mobilizem para que o País acelere a agenda de reformas e destaca que a prioridade é a reforma tributária. Cita ainda como outras ações imprescindíveis a redução dos custos dos financiamentos, o corte da burocracia, a modernização da infraestrutura, os investimentos em inovação e na formação de trabalhadores. (Equipe AE)