Economia Com alta dos juros, consumidor deve quitar dívida no cartão e evitar rotativo

Com alta dos juros, consumidor deve quitar dívida no cartão e evitar rotativo

Especialistas dão dicas para quem está endividado e para quem quer fugir da inadimplência

Com alta dos juros, consumidor deve quitar dívida no cartão e evitar rotativo

Se achar que está havendo um desequilíbrio, tem que parar de usar o cartão de crédito

Se achar que está havendo um desequilíbrio, tem que parar de usar o cartão de crédito

Getty Images

Os juros do sistema financeiro bateram recorde no mês de setembro, segundo dados do BC (Banco Central) divulgados nesta terça-feira (27). Por isso, os economistas recomendam aos brasileiros que estão empregados: o primeiro passo para evitar problemas com as finanças pessoais é quitar as dívidas do cartão de crédito.

O presidente da Ordem dos Economistas do Brasil e professor da FEA (Faculdade de Economia e Administração) da USP, Manuel Enriquez Garcia, explica que o brasileiro deve “olhar os cartões de crédito e ver qual é o gasto que vai ter nos próximos meses”.

— Tem que ver se está pagando todos os valores no dia do vencimento. [...] Se achar que está havendo um desequilíbrio, tem que parar de usar o cartão de crédito. Então, se já se endividou, não se endivide mais. O cartão de crédito deve ser usado em benefício da gente, então nunca se pode parcelar, nunca se pode aceitar o valor mínimo, porque a taxa de juros está próxima de 18% ao mês. Essa taxa arruína qualquer pessoa.

Caso o consumidor já esteja pagando parcelas do cartão de crédito, ao invés de quitar toda a fatura na data do vencimento, Enriquez Garcia tem outra recomendação: “Antes de fazer novas dívidas, vá ao banco e peça um empréstimo pessoal, que, na pior da hipótese, pode custar de 2,5% a 3,5% ao mês. É melhor que pegar um empréstimo do cartão”.

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Com a possibilidade de piora da economia, o brasileiro também deve se precaver com os gastos em casa, avisa Celina Martins Ramalho, economista e conselheira do Cofecon (Conselho Federal de Economia).

— Haverá menos ocupações, ou seja, um aumento do desemprego. Além disso, a negociação salarial ficará difícil, o que prejudica ainda mais o trabalhador, já que as perdas salariais são intrínsecas no processo inflacionário.

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