Economia Com mais de 8 mil agências fechadas, greve entra no quarto dia e bancários negociam fim da paralisação

Com mais de 8 mil agências fechadas, greve entra no quarto dia e bancários negociam fim da paralisação

Reunião para novas propostas está marcada para as 11h desta sexta-feira 

Com mais de 8 mil agências fechadas, greve entra no quarto dia e bancários negociam fim da paralisação

Agências de todo o País aderiram à paralisação dos bancários

Agências de todo o País aderiram à paralisação dos bancários

Marlon Costa/Futura Press/Estadão Conteúdo

O terceiro dia de greve dos bancários, ocorrido na quinta-feira (8), teve 8.454 agências e 38 centros administrativos com as atividades paralisadas em todo o Brasil, segundo dados da Contraf-CUT. Este número representa 35,91% das agências bancárias do país e um crescimento de 13% da mobilização, na comparação com a terça-feira (6), data do início do movimento. 

Nesta sexta-feira (9), a paralisação entra no quarto dia e o Comando Nacional dos Bancários volta a se reunir com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), às 11h, em São Paulo. A reunião foi convocada pela bancada patronal para novas negocições. Até agora, a proposta dos bancos foi de 6,5% de reajuste com R$ 3.000 de abono para os trabalhadores.

Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial de 14,78%, sendo 5% de aumento real, com inflação de 9,31%; participação nos lucros e resultados de três salários mais R$ 8.297,61; piso salarial de R$ 3.940,24; vales-alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor do salário-mínimo nacional (R$ 880); 14º salário; fim das metas abusivas e assédio moral; fim das demissões, ampliação das contratações, combate às terceirizações e à precarização das condições de trabalho; mais segurança nas agências bancárias e auxílio-educação.