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Economia Comércio tem pior semestre desde 2016, apesar de alta em junho

Comércio tem pior semestre desde 2016, apesar de alta em junho

Pesquisa do IBGE mostra que setor registrou queda de 3,1% em comparação com o primeiro semestre de 2019, mas acumula alta de 8% no mês

  • Economia | Giuliana Saringer, do R7

Setor cresceu 8% no mês de junho

Setor cresceu 8% no mês de junho

Lucas Landau/Reuters - 29.6.2020

Apesar do crescimento de 8% nas vendas do comércio em junho, o setor registrou o pior semestre desde 2016, com queda de 3,1% em comparação ao mesmo semestre de 2019, segundo a PMC (Pesquisa Mensal do Comércio), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (12). 

Esse resultado semestral é o menor desde o segundo semestre de 2016, quando a queda foi de 5,6%, e foi influenciado pelas medidas de isolamento social impostas para conter a transmissão do coronavírus. 

O gerente da pesquisa, Cristiano Santos, diz que recordes eram esperados, tanto positivos como negativos. 

“Os resultados positivos eram esperados porque viemos de uma base de comparação muito baixa, que foi o mês de abril (-17%). Esse crescimento, então, foi praticamente generalizado, distribuído em quase todas as atividades. Desde o começo da pandemia, a gente bate muitos recordes, tanto negativos quanto positivos, então os números estão muito voláteis", afirma Santos. 

Crescimento em junho 

Além do crescimento de 8% em comparação com o mês de maio, o setor cresceu 0,5% em relação a junho de 2019. 

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De maio para junho, sete das oito atividades pesquisadas registraram alta: livros, jornais, revistas e papelaria (69,1%); tecidos, vestuário e calçados (53,2%); móveis e eletrodomésticos (31,0%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (26,1%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (22,7%); combustíveis e lubrificantes (5,6%); e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,7%).

Apenas o setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-2,7%), apresentou recuo nas vendas frente a maio de 2020.

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