Economia Confiança da construção recua após 5 meses seguidos de alta

Confiança da construção recua após 5 meses seguidos de alta

Queda no otimismo dos empresários do setor em outubro ocorre com avaliação mais negativa dos negócios no presente, diz FGV

  • Economia | Do R7

Confiança da construção está em 96,1 pontos

Confiança da construção está em 96,1 pontos

Fernando Frazão/Agência Brasil - 23.06.2021

Os empresários da construção ficaram mais pessimistas em outubro pela primeira vez nos últimos seis meses. O recuo, de 0,3 ponto, levou o ICST (Índice de Confiança da Construção) aos 96,1 pontos, segundo dados divulgados nesta terça-feira (26) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Para Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), a queda da confiança do setor foi causada por uma avaliação mais negativa dos negócios no presente.

Ela avalia ainda que o movimento reflete percepções diferentes dos empresários nos vários segmentos. "O indicador consolidado de evolução da atividade acomodou em patamar que sinaliza uma percepção positiva das empresas, com uma posição mais favorável do que antes da pandemia Covid-19", explica.

Em outubro, a queda do indicador decorreu exclusivamente da piora sobre a avaliação do momento atual. O ISA-CST (Índice de Situação Atual) recuou 0,7 ponto, para 92,0 pontos, interrompendo dois meses de altas consecutivas.

O resultado deste recuo veio da queda de 1,4 ponto no indicador que mede a situação atual dos negócios para 90,8 pontos, enquanto que o indicador de carteira de contratos se manteve relativamente estável nesse mês, ao passar de 93,3 para 93,4 pontos.

O IE-CST (Índice de Expectativas), por sua vez, se acomodou, ao variar 0,1 ponto, para 100,3 pontos. O resultado é influenciado por divergência nas perspectivas dos indicadores. O índice de demanda prevista subiu 0,6 ponto, para 101,8 pontos, e o indicar de tendência dos negócios cedeu 0,4, para 98,8 pontos.

Já o Nuci (Nível de Utilização da Capacidade da Construção) aumentou 0,6 ponto percentual, para 75,6%. Na mão de obra, o mesmo indicador avançou 0,7 ponto percentual, para 76,9%, enquanto que o Nuci de Máquinas e Equipamentos se manteve estável em 68,3%.

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